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Hype Bazaar: veja o roteiro de três exposições de artes visuais

Bazaar Art separou mostras imperdíveis para você visitar no final de semana!

by Felipe Stoffa
Mangue Azul (1963), de Burle Marx - Foto: Divulgação

Mangue Azul (1963), de Burle Marx – Foto: Divulgação

A arte é a essência da vida. A cada exposição que visitamos, mais uma inspiração, mais uma incógnita, mais um motivo para parar e pensar na vida. Por isso, o Hype Bazaar deste sábado (15.12) traz três mostras de artes visuais incríveis para curtir e filosofar no final de semana. Veja a seguir:

Burle Marx: Arte, Paisagem e Botânica
MuBe
Rua Alemanha, 221 – Jardim Europa, São Paulo
De 15 de dezembro até 17 de março de 2019
Natureza, arte e arquitetura sempre foram três pilares de inspiração para toda as criações do artista e paisagista Roberto Burle Marx. Um dos maiores ícones do modernismo brasileiro, e também um dos maiores paisagistas do século 20, ele recebe no MuBe exposição que homenageia sua obra, com curadoria assinada por Cauê Alves. A mostra foi dividida em três núcleos, que agrupam diferentes escopos de trabalho: a parte artística; os projetos de paisagismo; e, por último, uma área dedicada aos estudos de botânica que Burle Marx realizava – ele era um grande ativista pelas causas ambientais. Ao todo, 70 trabalhos, entre desenhos, pinturas, esculturas, tapeçarias, peças de design, projetos paisagísticos e registros de espécies de flores e plantas foram reunidos para a mostra. “Queremos chamar a atenção para os mais diversos atributos de Burle Marx, mas sem um tom de retrospectiva. Ao contrário, trazemos ao público singularidades pouco exploradas de um artista de múltiplas capacidades”, diz Cauê Alves.

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Pintura de Lucia Laguna - Foto: Divulgação

Pintura de Lucia Laguna – Foto: Divulgação

Lucia Laguna
Pedro Figari
Masp
Avenida Paulista, 1578 – São Paulo
Até 10 de março de 2019
Artes plásticas foi um caminho descoberto por Lucia Laguna pouco tempo após ela se aposentar como professora de língua e literatura portuguesa. De lá para cá, a artista de 77 anos mantém uma produção sólida em pintura, e agora inaugura sua nova individual no museu paulistano. As 21 pinturas na exposição são fruto de sua produção recente, entre 2012 até 2018. Todas as cenas retratadas pela artista são inspirações da vista de seu ateliê, onde ela também mantém residência, nos arredores de São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro. Pintar a partir da observação de seu entorno se tornou uma prática importante. “Tentava encontrar um caminho em que me sentisse segura e dissesse: vou desenvolver isso. E só encontrei quando olhei para minha janela, para as empenas dos prédios”, diz ela.

Pintura de Pedro Figari - Foto: Divulgação

Pintura de Pedro Figari – Foto: Divulgação

Ao mesmo tempo, o museu também abre uma retrospectiva com 63 trabalhos do artista uruguaio Pedro Figari (1861-1938). A mostra foi dividida em seis conjuntos temáticos que organizam sua produção. Nos dois primeiros, a curadoria destaca as pinturas que o artista realizou sobre festas e danças populares – um dos destaques é o candomblé. Já os outros eixos apresentam recortes sobre casamentos e cerimônias fúnebres, além de um conjunto de obras que retrataram os chamados conventillos, habitações coletivas que funcionavam, em Montevidéu, como centros de resistência negra, entre o final do século 19 e início do 20. “Figari não está interessado em detalhar semblantes ou criar uma narrativa bem acabada, mas articular historicamente o passado, ao resgatar toda a riqueza da população afro-uruguaia, com suas festas e candombes que certamente existiram, e existem”, diz a curadora Mariana Leme.

Fotografia de Claudia Andujar - Foto: Claudia Andujar/Divulgação

Fotografia de Claudia Andujar – Foto: Claudia Andujar/Divulgação

Claudia Andujar: A Luta Yanomami
Instituto Moreira Salles
Avenida Paulista, 2424 – São Paulo
Até 7 de abril de 2019   
Durante cinco anos, o curador Thyago Nogueira mergulhou nos arquivos da fotógrafa e ativista Claudia Andujar. Agora, fotografias e documentos inéditos sobre a tribo indígena yanomami, no Brasil, ganham destaque na mostra que abre na sede paulistana do Instituto Moreira Salles. As inúmeras imagens da tribo, registros de rituais, habitantes e outras cenas da vida da região formam um conjunto de trabalho de maior destaque da fotógrafa, que já recebeu prêmios e exposições ao redor do mundo.

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