Jeffrey Nordling sobre “Big Little Lies”: “É como uma banda que volta a tocar”

Ator conversa com a Bazaar sobre a série da HBO

by redação bazaar
Foto: Divulgação/HBO

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Jeffrey Nordling e Laura Dern interpretam o casal Gordon e Renata Klein na série “Big Little Lies”, que estreou sua segunda temporada neste domingo (09.06).

Os dois interpretam um casal extremamente peculiar. Com grandes personalidades e atitudes impulsivas, eles rendem boas risadas, ao mesmo tempo em que criam conflitos na série. Entre as brigas com os outros personagens e carinhos entre eles, e a filha Amabelle, suas cenas são únicas, divertindo o público tanto nos momentos trágicos como nos cômicos.

Foto: Reprodução/IMDb

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Com o talento dos atores e o rico material para construir os personagens, não foi uma surpresa que a personagem Renata Klein rendeu a Laura Dern os prêmios Emmy e Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante na primeira temporada.

Nesta retomada, os Kleins voltam com tudo e mais um pouco. Vão enfrentar desafios e conflitos diferentes, e até algumas crises entre eles. E, claro, as interpretações de Nordling e Dern vão trazer ao público cenas ainda mais icônicas.

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Foto: Reprodução/IMDb

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Conversamos com Jeffrey Nordling em Nova York poucos dias antes da estreia. Leia a seguir a entrevista exclusiva para saber um pouco mais sobre o que esperar da dupla nesta rodada:

Você se surpreendeu quando confirmaram a segunda temporada?
Era totalmente inesperado. Vimos quando a primeira temporada foi ao ar que virou um sucesso. A sincronicidade de tudo foi impressionante: era o auge do escândalo com o Harvey Weinstein e o começo do movimento “Me Too”. Mas a série foi gravada antes de tudo isso acontecer. Então não foi uma surpresa que a série tenha voltado por ela própria. Mas sim, me surpreendi que tenha voltado no sentido de conseguir agendar novamente com todas estas mulheres incríveis.

Pelo o pouco que já vimos, os maridos vão ter uma participação maior. Como foi essa mudança?
Sim, vocês vão ver os homens pisando na bola ainda mais do que na primeira. Acho que essa temporada tem mais história para contar e, por consequência, nossos papéis também cresceram. O personagem central da história é a mentira. Mas o que alimenta essa história são os relacionamentos, as carreiras, os filhos e, agora, a sogra de Celeste - interpretada por Nicole Kidman -  que, meu Deus, é Meryl Streep. Isso foi o que a Reese Witherspoon disse no nosso primeiro dia. Estávamos filmando em algum lugar em Los Angeles, quando vi Reese e fui até ela dar um abraço e ela sussurrou: “Meryl Streep está ali”.

E por falar em atrizes no auge de suas carreiras, como é trabalhar com Laura Dern?
Você nunca sabe o que vai acontecer quando trabalha com a Laura. Isso é muito empolgante. Ela é totalmente destemida. Consegue interpretar tragédia, tristeza e raiva de verdade, e fazer isso ser cômico ao mesmo tempo. É muito difícil fazer isso no sentido técnico. Parece quase que sem esforço. E eu amo a relação de Gordon e Renata na primeira temporada. Se você parar para pensar, de fato era o único bom casamento da série. Ela é odiada por todos, mas o Gordon ama ela. Ele entende ela.

Esta temporada será um desafio para Gordon e Renata. O que você achou disso?
Eu acho que é uma crise da meia idade. Ele quer se assustar mais uma vez, então ele aposta tudo. Para ser sincero, eu fiquei muito triste com isso. Porque, como eu disse, era o único bom casamento do grupo. Resisti um pouco: “tipo, sério? Era um bom relacionamento”. Mas acho que ainda tem saída. Ele só comete um erro. Eu acho que, se ele tivesse uma máquina do tempo, ele usaria imediatamente para voltar. Ele tem a casa, a esposa e a filha. Ele tem tudo, ele conquistou tudo. Ele está tentando achar aquela juventude. Aquela coisa de tentar recuperar os anos que passaram. Até mudamos o visual dele este ano, está mais ousado.

Com esse time impressionante de atores, qual foi a coisa mais inesperada que aconteceu nas gravações?
Acho que o mais impressionante foram os dois anos de intervalo entre as gravações de uma temporada e outra. E todos voltaram aos seus personagens e a dinâmica de set com muita facilidade. Isso não é algo que acontece sempre. Acho que isso acontece porque todos nós que estamos na série, amamos o que estamos fazendo. Então a sensação foi de uma banda que voltou a tocar junto. Foi surpreendente.

Hoje há uma grande oferta de conteúdo, shows e plataformas para assistí-los, o que torna muito mais difícil chamar a atenção do público. Qual, na sua opinião, é o motivo de sucesso de “Big Little Lies”?
Estou na industria há muitos anos e você não chega nisso com freqüência. Temos os melhores da indústria em cada departamento. Tudo é feito perfeitamente, e quando não fica perfeito, se arruma. Muitas vezes na primeira e na segunda temporada, a gente teve voltar ao set para regravar cenas que não ficaram perfeitas e algumas que estavam faltando para a história. E isso não é algo que se faz na televisão tradicionalmente. Mas a gente nunca sabe se vai ser um sucesso. Você pode pegar as vezes a melhor produção do mundo e a coisa não funciona com o público. Aqui nós tínhamos os melhores ingredientes e, como eu disse, o timing do que estava acontecendo na indústria, tudo ajudou. Com o passar das semanas no ar, a repercussão sobre a série foi crescendo e fomos percebendo o tamanho do sucesso. E se não, os treze Emmy Awards que ganhamos fez o resto.

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