Cena do filme Mistress Americana - Foto:  reprodução
Cena do filme Mistress Americana – Foto: reprodução

Por Luísa Graça

Como em comédias amalucadas dos anos 1980, tipo Totalmente Selvagem, o filme Mistress America, em cartaz neste mês, tem como trama uma pessoa certinha, a tímida-se-achando-solitária Tracy, que acaba de se mudar para Nova York. E, de uma hora para outra, se vê embarcando numa jornada insana e, ao mesmo tempo, empolgante com uma quase-estranha aventureira, Brooke, que descobre ser sua futura meia-irmã, residente na Times Square e aspirante a designer de interiores/dona de restaurante/galerista que conhece tooooooodo mundo. Mas, no fim das contas, não tem nenhum amigo. História “simples” assim.

“É um pouco como Nick Carraway conhecendo Jay Gatsby em O Grande Gatsby”, compara Greta Gerwig, atriz que dá rosto e pulso a Brooke, com o já habitual brilhantismo, e também assina o roteiro em parceria com o diretor e namorado, o elogiado Noah BaumbachTracy é interpretada por Lola Kirke, novata com pedigree artístico respeitável: é irmã da cantora Domino Kirke e da atriz Jemima Kirke (a Jessa da série Girls), filha do baterista da banda Free com a dona da Geminola, boutique vintage mais cool do West Village, e sobrinha da ex-modelo Andrea Dellal. “Minhas irmãs são mulheres muito poderosas, sempre foram mais audaciosas do que eu. Lembrar isso foi importante para entender a relação entre Brooke e Tracy. Sempre me achei mais seguidora do que líder”, revela. Inspirada por Brooke, Tracy experimenta ser versões diferentes de mulher (e adulta) e comete alguns erros no caminho.“É fácil subestimá-la, porque ela é nosso caminho para a história. É a narradora”, diz Baumbach. Assim como Frances Ha, colaboração anterior do casal, Mistress America mostra jovens ávidas por achar seus lugares no mundo, mas com um tom de farsa bem mais carregado. Forte concorrente ao “filme fofo” do ano.

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