Majur veste look total Burberry (Foto: Bruno Pimentel / Tratamento Asafe Ghali)

Majur já vinha colorindo seu Instagram, nos últimos dias, dizendo que um novo momento musical estava a caminho. “Bem vindes à nova era”, legendou a cantora baiana, em suas redes sociais, uma imagem de seus olhos em meio a uma joia, no último sábado (01.05). Bazaar entrega com exclusividade que esse novo momento tem nome: chama-se Ojunifé, primeiro álbum de inéditas e que estreia nas plataformas digitais no dia 12 de maio. “Nunca quis ser alguém, eu quis ser eu mesma”, explica a cantora sobre o lançamento. “Eu sou Ojunifé”, complementa.

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O nome do álbum significa “olhos do amor” em Iorubá — idioma da família linguística nígero-congolesa — e as faixas falam sobre vivências, como ela já vinha fazendo em singles soltos, com um pé no R&B mas sem esquecer as raízes na MPB. “Experiências do meu corpo com o mundo, sobre foco e fé à nova era AfroPop”, garante. Nos próximos dias, serão divulgados ainda o setlist (nome e número de faixas) e a capa do primeiro álbum dessa artista que é um dos grandes nomes da música baiana, negra e trans.

Cantora postou imagem em seu Instagram, anunciando a nova fase (Foto: Reprodução/Instagram)

Cantora, compositora e artista visual, Majur dos Santos Conceição nasceu em 21 de outubro de 1995. Encantou o produtor e guitarrista Jaguar Andrade (que trabalha com artistas do naipe de Carlinhos Brown e Ivete Sangalo). Foi ele, também, responsável por apresentá-la a Liniker, que era uma de suas inspirações e até cantaram ao vivo. O turning point da carreira aconteceu, há mais ou menos dois anos, quando Majur começou a frequentar as rodas de samba na casa de Caetano Veloso e Paula Lavigne, no Rio de Janeiro, e ganhou outros admiradores famosos. À época, Bazaar a apresentou ao lado de Hiran, outra voz baiana que brada pela diversidade e inclusão.

A artista ganhou projeção nacional ao participar do featuring com Emicida e Pabllo Vittar para AmarElo, cujo álbum que empresta nome à faixa ganhou documentário na Netflix, com direito a apresentação apoteótica no Theatro Municipal de São Paulo. A artista também já havia dividido vocais com o próprio Caetano em Asa Branca, faixa que faz parte de uma coletânea do projeto “342 Amazônia”, primeiro aplicativo de ativismo ambiental do Brasil.

Teaser do que virá na nova fase de Majur (Foto: Divulgação)

O primeiro lançamento de Majur foi o EP Colorir, de 2018, com três faixas versando sobre representatividade e afeto. Ano passado, a artista já tinha lançado “Andarilho”, single solto e que não fará parte do novo trabalho, narrando também sobre amor e afeto, dando pistas de que um álbum cheio estava a caminho.

Em março deste ano, participou de uma versão para Dona de Mim, remix do Tik Tok com outras artistas como Lauana Prato, Mariah Nala, Marvvila, Urias, Negra Li e a própria IZA. Majur canta desde os 5 anos, despontando no coral da Orquestra Sinfônica da Juventude de Salvador, chegando à final do Festival Anual de Canção Estudantil, em 2008, promovido pelo Ministério da Educação. Mas foi em 2016 que se lançou na noite soteropolitana com uma banda e ganhou a todos com seu talento.

Foto: Reprodução/Instagram