Maria Flor usa rede social para explicitar seu jeito de ser

Ela mantém um programa com o marido, Emanuel Aragão, e fala sobre relacionamento

by redação bazaar
Foto: Divulgação

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Por Marina Monzillo

A carioca Maria Flor passou uma temporada de três meses em São Paulo para filmar “Ausentes”, série da TNT prevista para 2020. Adotou o bairro de Pinheiros para morar, porque “dá para ouvir passarinhos” e tomar café diariamente no diminuto e moderninho King of Fork. O marido, o filósofo, escritor e ator Emanuel Aragão, pegava a ponte aérea duas vezes por semana, para se verem e gravarem os vídeos do canal Flor e Manu, que mantêm juntos no YouTube. “Andando pelas ruas, as pessoas nos param para falar dos vídeos, nunca pensei que isso poderia acontecer. É uma conexão com a gente, não com personagens”, comenta a atriz, que costuma ser reconhecida pelas novelas e séries da Globo, além das produções de cinema.

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O canal na internet traz vídeos diários de Manu, o Diário do Casal às quintas-feiras, e respostas da dupla para perguntas sobre relacionamento, amor e casamento, aos domingos. “Começou meio na farra e tivemos muitos feedbacks. Entendo que as pessoas, principalmente as mais jovens, estão perdidas, solitárias, precisam falar disso. As relações ficaram em segundo plano, a vida virou trabalhar e consumir”, analisa ela, que diz receber alguns questionamentos difíceis do público, sobre situações angustiantes e, nesses casos, escreve orientando a busca por ajuda profissional.

Os vídeos são leves, bem-humorados, sem julgamentos, sem deixar de trazer opiniões contundentes sobre equidade de gênero, sexo no casamento, prazer feminino e ciúme, entre outros assuntos. O casal não edita as conversas que tem diante das câmeras nem adota postura de gurus do amor. Em vez disso, segue o estilo de compartilhar o dia a dia de forma genuína, das brigas às posições políticas. “Os comentários ajudam no nosso casamento. Começamos a nos observar e a mudar certas atitudes. É como terapia de casal com uma galera junto”, diverte-se.

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Para ela, ainda tem mais uma vantagem: “Acho legal sair desse lugar da pessoa famosa. Estou na vida para me colocar também”. Essa experimentação no YouTube veio ainda da reflexão sobre para onde caminha o audiovisual. “Acho que o YouTube é o futuro”, diz. É também na plataforma de vídeos que, a partir de 14 deste mês, será possível assistir Maria Flor na série “Zodíaca”, produzida pela Hysteria, hub de conteúdo feito por mulheres dentro da Conspiração Filmes.

São 12 atrizes em 12 episódios, cada uma interpreta o próprio signo. Entre elas, Mariana Ximenes, Maria Ribeiro e Fabíula Nascimento. Maria Flor é virginiana, portanto, “bem certinha, organizada, comprometida, crítica”, segundo a própria, que confessa fazer mapa astral todos os anos. “Gosto de astrologia, mas, ao mesmo tempo, acho que somos mais complexos do que isso.”

A série é divertida, com figurinos e maquiagens caprichados e, no caso do monólogo de Flor, brinca com a rigidez do virginiano. “Nós, de virgem, gostamos de potinhos, é uma realidade”, ri. A artista pode ser vista atualmente também na série “Irmãos Freitas”, sobre a vida do pugilista Popó, no ar no canal Space e no Amazon Prime, e, em dezembro, no cinema, no filme “Quatro Amigas em Uma Fria”.

O futuro já lhe reserva um papel na novela das oito “Em Seu Lugar”, mas filhos ainda não aparecem nos planos da atriz, que tem um enteado de 5 anos. “É uma relação, né? É muito legal ver aquele ser humano crescendo, desenvolvendo sua personalidade. Tenho um papel na criação dele, porque estamos muito juntos, mas é um desafio medir o quanto interferir ou não.”

O dilema da maternidade é abordado com sinceridade nos vídeos caseiros. “Falo muito disso, porque estou com 36 anos e, para mim, é uma questão ter ou não ter. Estabeleceu-se que as mulheres precisam ser mães, como história, percurso de vida, mas não necessariamente queremos isso. No final, tem a ver com liberdade de escolha”, conclui.