Mariana Ximenes – Foto: Giselle Dias/Divulgação

Mariana Ximenes está de volta às novelas. Na primeira trama inédita desde o início da pandemia, a atriz vive a personagem Condessa de Barral em “Nos Tempos do Imperador”. Em entrevista exclusiva à Bazaar, ela fala sobre a importância de contar a história do Brasil, o figurino incrível que veste diariamente e muito mais. Leia na íntegra:

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Como é para você fazer uma novela de época? Qual a diferença entre ela e uma novela que se passa nos dias atuais?

Eu adoro fazer novelas de época porque você investiga aquele tempo, ainda mais essa novela que conta uma parte da história do nosso País, resgata memórias. Também é interessante estar em um cenário antigo, com adereços, as roupas… Tem o modo particular de falar, de colocar pensamentos. Muda muito para uma novela atual, com gírias e um jeito mais contemporâneo de se comportar. Em um momento em que vemos nossa memória ser tão maltratada, como no caso do incêndio nos arquivos da Cinemateca ou do Museu Nacional, fazer esse resgate é importante para mostrar de onde viemos e quem sabe nos inspirar na hora de escolher o caminho daqui em diante.

Sobre o figurino da sua personagem, como é gravar com looks tão diferentes do que você está acostumada?

Adoro! Eu adoro moda e penso que por meio dela podemos expressar personalidade, inspirações ou até mesmo revelar convenções de uma época. Por exemplo, no começo da história, minha personagem usa muitos vestidos pretos por causa de um momento de luto. Como ela é uma personagem que viveu na Europa, teve acesso a outras culturas, a maravilhosa equipe de figurino traz muitas referências desse traço nas peças da Condessa, além da ousadia por ela ser uma mulher à frente do seu tempo.

Quais são as principais características da personalidade da sua personagem Condessa de Barral?

Ela é uma mulher que luta pelo que acredita. Ela é uma aliada na luta abolicionista, uma mulher que não se prende a convenções, que faz o que acredita, tanto que apoia Pilar (Gabriela Medvedovski), que quer se tornar médica, o que para a época era impossível para uma mulher! A Condessa tem personalidade forte, é livre, sábia, viajada.

Como você vê o atual momento da cultura no Brasil?

Está muito complicado. Triste. No ano passado, estávamos na fase de isolamento social da pandemia e tivemos a companhia de séries, filmes, músicas, livros, ou seja, aproveitamos justamente de um vasto mercado cultural, vimos a importância disso. Hoje infelizmente continuamos vendo o setor e seus profissionais sendo atacados, nossa memória sendo tratada com descaso, como no caso do incêndio nos arquivos da Cinemateca e o incêndio do Museu Nacional. Cinema e arte fazem parte da identidade cultural do nosso país e precisamos zelar por isso.

Quando terminar a gravação da novela, quais serão seus próximos planos? Vai tirar férias ou engatar um próximo projeto?

Por enquanto, os planos são terminar as gravações da novela e me despedir da Condessa de Barral. No dia 15 de agosto, foi lançado no streaming do Telecine o filme “L.O.C.A. – Liga das Obsessivas Compulsivas por Amor”, uma comédia romântica furiosa dirigida por Claudia Jouvin. E também tenho o longa “Capitu e o Capítulo”, dirigido por Julio Bressane, que deve ser lançado em breve. E surgindo um projeto novo interessante, estou dentro. Amo trabalhar!