Melissa com uma das peças de sua grife Seven7 - Foto: divulgação
Melissa com uma das peças de sua grife Seven7 – Foto: divulgação

Por Luísa Graça

Quando Kendrick Lamar metralhou o rap M.A.A.D. City no meio de um hit da banda Imagine Dragons durante o Saturday Night Live, Melissa McCarthy,a anfitriã do programa naquela noite, dois anos atrás, não sabia se desmaiava ou chorava.“Foi de arrepiar. Ele é precioso. A escrita, a velocidade… Canto as músicas dele no carro.” Fã declarada de hip hop, a atriz de 45 anos não poderia ter ficado mais animada para rodar a cena inicial de A Chefa, longa que estreia em julho, escrito e estrelado por ela. Ao palco de um seminário, a personagem Michelle Darnell, guru motivacional e bilionária self-made, faz sua entrada triunfal versando o rap All I Do Is Win ao lado de T-Pain –“um sonho tornado realidade”. Cabelo ruivo espetado, maquiagem exagerada, terninho terracota, ao longo do filme Michelle perde sua fortuna e passa a viver sob o teto de sua ex-assistente, tentando dar a volta por cima ao gerir as vendas de brownies de escoteiras. Perde a fortuna, mas não perde o timing cômico e a presença imponente.“Vestir essas roupas e encarnar alguém com essa bravata é divertido”, diz à Bazaar.

A atriz em cena de "A Chefa", que chega ao Brasil em julho - Foto: divulgação
A atriz em cena de “A Chefa”, que chega ao Brasil em julho – Foto: divulgação

Roupas são parte importante da vida de McCarthy, que hoje é também estilista da Seven7, linha de peças plus size.“Sonho em criar roupas desde a 6a série, quando minha avó fez para mim uma jaqueta branca linda, de linho. Não tínhamos muita coisa em casa e aquilo fez eu me sentir especial”, lembra. Daí, então, aprendeu a costurar e partiu para Nova York para cursar moda no FIT. No seu segundo dia na cidade, foi parar num grupo de comédia e acabou se desviando rumo a uma frutífera carreira como atriz e comediante.“Mas não deixei a moda de lado. Sempre dei palpites nos meus figurinos. Por ter dificuldade em encontrar coisas que queria usar e que fossem modernas, sempre mandei fazer minhas roupas. E acabei criando a marca”, diz ela, que, recentemente, confeccionou várias peças de seu figurino no aguardado As Caça-Fantasmas, que, aliás, farão parte da coleção de outono da Seven7.

No cinema ou na moda, Melissa busca representar bem as mulheres de numeração tipo a dela.“Não entendo quando mulheres como eu são mostradas como criaturas unidimensionais e sem graça”, explica a terceira atriz mais bem paga de Hollywood.“Há milhares de jeitos de descrever minhas amigas, mas ‘sem graça’ e ‘uni- dimensional’ não estão entre elas.”