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Um dos maiores festivais de cinema brasileiros já tem data marcada: a 44ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo acontecerá entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro em formato híbrido. A adaptação de distribuição foi feita, justamente, para respeitar as restrições impostas pela pandemia e deixar os interessados em segurança, já que ainda não é possível criar aglomerações.

No geral, o festival transmitirá aproximadamente 150 filmes de diversos países. Um deles será o “Nadando até o mar ficar azul”, do diretor Jia Zhang-Ke, convidado a criar o pôster do evento neste ano. A imagem, no entanto, ainda não foi divulgada, da mesma forma em que a lista com todos os títulos ainda é desconhecida. Ambos devem ser apresentados à medida em que a data de início se aproximar.

Ao todo, a quantidade de obras apresentadas não chega a ser nem a metade do registrado em outros anos. Apenas em 2019, 327 títulos de 65 países integram a lista do festival.

Os filmes que compõem a lista serão transmitidos através de uma plataforma de streaming exclusiva chamada Festival Scope. A tecnologia é a mesma empregada para outros eventos mundo afora, como o de Toronto e Tribeca, e pelo mercado audiovisual nas negociações de Cannes. Para participar, as pessoas precisarão desembolsar R$ 6 por ingresso.

Com algumas atrações, haverá a oportunidade do público assistir gratuitamente, por meio das plataformas Spcine Play, da empresa de cinema da prefeitura de São Paulo, e na do Sesc-SP. É possível acessar todas essas plataformas por diversos dispositivos e servidores, seja por smartphones com sistemas Android ou iOS, notebook Acer, computador ou tablet.

Ainda que a maior parte das atrações seja apresentada de forma remota, também há obras transmitidas presencialmente. A ideia da Mostra é usar a nova moda da quarentena: os cinemas drive-in. Para isso, as sessões serão no Belas Artes Drive-in, instalado no pátio do Memorial da América Latina, na capital paulista. A agenda detalhada ainda não foi divulgada para nenhum dos modelos.

Segundo a organização do festival, também haverá uma homenagem aos funcionários da Cinemateca Brasileira, que recentemente anunciou que demitiria todos. “Eles estão desde o ano passado sem receber salários e sofrem com o risco que o acervo da instituição corre pelo descaso do governo”, explica a organização.