Foto: Reprodução/IMDb
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Por Miriam Spritzer 

Esta semana, no dia 27 de Maio, estreou a série limitada “The Hot Zone” na National Geographic estrelando Noah Emmerich e Juliana Margulies.

Em apenas seis episódios de qualidade cinematográfica, a série explora as diferentes situações que cientistas e o exército americano enfrentaram para conter e analisar o vírus da Ebola quando ele surgiu em território americano em 1989.

“The Hot Zone” é baseado no livro de Richard Preston, lançado em 1995, em que o autor relata veridicamente os primeiros contatos dos americanos com o vírus – ainda sem cura – que fora encontrado em um chimpanzé nos Estados Unidos.

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Foto: Reprodução/IMDb
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Para saber mais sobre a série, conversamos com Noah Emmerich em um evento de pré-estréia. Ao ouvir que a entrevista era para o Brasil, o ator abriu um sorriso e arranhou o português: “Ah, que ótimo, Brasil! Olá! Tudo bem? Tudo bom?”.

Tudo ótimo! “The Hot Zone” parece um desafio e tanto. É baseado em fatos reais e teve uma produção gigante. Como foi para você trabalhar neste projeto?
A experiência da série como um todo foi excepcional. O grupo de pessoas na frente e por trás das cameras era simplesmente fantástico. Desde Richard Preston que escreveu o livro aos nossos roteiristas, e os nossos produtores, todos levar o projeto e colaborar para que o resultado fosse perfeito.

A National Geographic está cada vez mais lançando séries originais de destaque, como foi o caso de “Genius” e agora “The Hot Zone”. Qual o segredo?
A Nat Geo se estabeleceu como um lugar onde estão trazendo novas perspectivas e novas vozes, o que é sempre algo que trás um risco mas o retorno é muito positivo quando dá certo. Isso abre portas tanto para veteranos como novatos do meio. A nossa indústria é muito concorrida, e nem sempre tudo que fazemos tem a exposição que gostaríamos. Então acho que a Nat Geo está fazendo um excelente trabalho em dar vida a essas histórias. Eu me sinto muito sortudo em fazer parte disso.

Juliana Margulies fez sua fama por interpretar uma médica em “ER”. Ela lhe deu alguma dica para interpretar um médico na série?
Não, mas eu teria adorado (brinca). A verdade é que sou fã do trabalho dela há séculos. Então poder trabalhar com ela, a troca em ensaios e gravações foi fora de série. Ela é uma atriz fenomenal.

Como foi interpretar uma pessoa que existe de fato?
Foi assustador. É raro a gente interpretar alguém que de fato existe. Para mim, é uma das coisas mais difíceis de fazer, porque tenho a sensação é que a responsabilidade é muito maior. Admito que estou aliviado que ele veio para a estréia.

Aliviado?
Sim, ele já assistiu alguns episódios e ainda quis aparecer hoje. Acho que é um bom sinal, não devo ter o interpretado tão mal. Acabei de conhecê-lo e ele foi muito simpático, então acho que segui a linha dele.

A série se passa nos anos 80, eu imagino que o figuro deve ter sido muito interessante.
É engraçado, porque eu acabei de fazer uma série chamada The Americans que também se passa nos anos 80. Meus amigos vivem fazendo graça que só faço séries desta década. Infelizmente no The Hot Zone não tive muitas variações, meu personagem vestia sempre uniformes militares, que para a minha surpresa, não mudaram muito de lá para cá. Mas fiz poucas cenas com roupas “normais” que foram divertidas. Me vestiram com blusões muito engraçados e o corte das calças é muito estranho. Espero que eu tenha um upgrade de estilo para meu próximo trabalho.

Você tem algum projeto que está já para sair?
Eu tenho um projeto que vai ser lançado aqui nos Estados Unidos no outono, em outra emissora. Ainda não posso falar muito, mas esse se passa nos anos 60. E já adianto que os figurinos foram muito engraçados. Tudo que vesti era muito divertido. Essa década tinha um estilo muito legal. E como a série se passa no oriente médio, acho que deixa o figurino ainda mais diferente.

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