A cantora carioca Barbara Ohana lança seu álbum de estreia em 2015 - Foto: reprodução/Harper's Bazaar
A cantora carioca Barbara Ohana lança seu álbum de estreia em 2015 – Foto: reprodução/Harper’s Bazaar

Por Lúcio Ribeiro

Em 2015 será lançado o primeiro álbum da cantora e instrumentista carioca Barbara Ohana, 28 anos. Olhando rapidamente, Ohana, sobrinha da atriz Cláudia, parece ser um nome nessa cena da nova MPB que apareceu de uns anos para cá, mas não.

Ela não só já tem uma certa carreira para mostrar como não fica bem à vontade quando tem sua música associada à MPB. A confusão é até natural. Barbara tem frequentado bares paulistanos. Já fez parte do Coral das Meninas Cantoras, emprestou backing vocal para a banda de Gilberto Gil e trabalhou em parceria musical com Jorge Mautner.

Mas gosta mesmo é de comparações com a cantora sueca Lykke Li, gosta de The XX e diz que adoraria ter feito o Nevermind, do Nirvana. Ela canta em inglês, indie spirit.

Barbara compõe, toca piano e violão e dialoga mais com a cena de mulheres-protagonistas do rock norte-americano do que com a cena brasileira de cantoras da nova MPB, tipo Céu e Tulipa Ruiz.

“Minha referência maior nunca foi a música daqui. Embora tenha gravado em discos do Gil, foi um trabalho bem momentâneo. Quando morei perto de Nova Orleans, nos EUA, comecei a escrever em inglês. Sempre estive mais perto da cena indie do que da cena brasileira”, diz.

Barbara lançou em setembro de 2014 o single Golden Hours, com vídeo dirigido por Daniel Rezende, conhecido por montar o filme Cidade de Deus e editar os dois Tropa de Elite.

Junto com o disco, vai lançar o vídeo de Dreamers, canção do seu EP, outra em inglês, para de vez botar ela na turma de St. Vincent, bem longe da galera da MPB.

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