Foto: divulgação
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Por Isadora Almeida

Lana Del Rey da vez, Lorde de 2016. É nesse balaio, de cantoras pop que sofrem com a sociedade moderna, não vivem de forma tão bem-humorada assim e usam a música para suprir a angústia que sentem, que se encontra o nome mais quente do indie-pop no momento. Muito prazer, Ashley Frangipane.

Mais conhecida por Halsey, a norte-americana de apenas 21 anos acaba de encerrar sua participação como artista de abertura na turnê do bombado astro pop The Weeknd e esgotar ingressos do show solo no importante (e gigante) Madison Square Garden, em Nova York, programado para agosto deste 2016. Antes do mês 8 chegar, no entanto, ela passa por vários países, incluindo o Brasil. Por aqui, se apresenta no festival Lollapalooza e, logo depois, no maior dos EUA, o Coachella, novo festival queridinho das celebridades. Até o fim do ano, estará em turnê do álbum de estreia, Badlands, que chegou ao segundo lugar da parada da Billboard e a colocou no mapa como promessa certeira da música.

Halsey é tão meteórica quanto fresh. No final de 2014, assinou com uma gravadora e lançou o primeiro EP, Room 93. Badlands chegou em setembro e a pegou já participando de festivais grandes, como Austin City Limits e Lollapalooza Chicago, fazendo parceria com Justin Bieber na faixa The Feeling (que está no novo álbum do cantor). Pouco antes de o álbum sair, Halsey botou na praça o single New Americana, que tocou em tudo que é rádio do mundo, das pop escrachadas às independentes “cabeça”. Ela é o que canta: “We are the New Americana/Raised on Biggie and Nirvana”, fazendo referência à geração dos anos 1990, que cresceu assistindo à MTV e curtindo a diversidade de estilos que ia do rapper clássico Notorious B.I.G ao Nirvana. Isso trazia a realidade de dentro de sua casa: o pai afro-americano ouvia muito rap, e a mãe, ítalo-americana, basicamente só escutava rock.