“O Mágico de Oz” é um marco impecável da indústria cinematográfica

Judy Garland é a protagonista do filme, que era o preferido de Freddie Mercury

by Beatriz Poletto
Foto: Reprodução/IMDb

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Fantasioso, com personagens fictícios e cheio de aventuras, “O Mágico de Oz” é o filme que mais fala a verdade sobre a vida do que qualquer outro documentário científico. A luta de Dorothy por um ideal e sua passagem pelas alegrias e obstáculos da estrada de tijolos amarelos, nada mais é do que uma representação do que de fato enfrentamos no dia a dia. Com Judy Garland com protagonista, o fashion filme da semana é um clássico do cinema e é o longa-metragem preferido de Freddie Mercury.

A obra conta a história de uma menina que mora em uma fazenda no Kansas, que é jogada para a terra mágica de Oz, graças a um tornado que atinge sua casa e sua família. Para conseguir retornar ao lar, a personagem precisa chegar até o grande mago que realiza desejos. Ao longo do caminho, Dorothy faz amigos e inimigos, e aprende lições para a vida toda.

Dirigido por Victor Fleming, o longa foi lançado em 1939 e um sucesso de bilheteria. Até hoje, ele é um must-see. Além do roteiro, é um exemplo de direção artística. As cores foram inseridas em filmes em 1935, mas o recurso demorou a ser espalhado pelo mundo. E “O Mágico de Oz” brinca com essa estética. Quando Dorothy está no campo, a imagem é em preto e branco. Quando entra em Oz, as cores pulam das telas. São cores quentes, frias e até o brilho em forma de glitter enriquece o longa.

Os sapatos vermelhos que a personagem principal usa virou um hit fashionista. Como os sapatos de cristal de Cinderella, o par usado por Judy Garland é um ícone da fantasia. É só com eles que Dorothy pode voltar para casa. Já suas peças de roupa consistem em um vestido de vichy azul e branco, e uma blusa de gola fechada com meias bufantes.

A fada madrinha é interpretada por Billie Burke e tem o figurino digno de alta-costura. O tule nude bordado em cristais prata são o sonho de qualquer menina fashionista. Aliás, o figurino é assinado por Adrian, um dos maiores nomes do cinema antigo. A bruxa má é vivida por Margaret Hamilton, que é trabalhada no all black. Todo o sentimento de insegurança e medo vem da cor da pele da personagem, que é verde. Enquanto a cor representa repulsa, ela também é sinônimo de esperança. Curiosamente, a cidade esmeralda, que promete a salvação de Dorthy, também leva a cor.

Outro aspecto humano do filme fantástico são os amigos que a personagem principal conquista: o Espantalho, o Leão Covarde e o Homem de Lata. Os personagens são interpretados pelos mesmos atores que vivem os irmãos de Dorothy: Hunk (Ray Bolger), Zeke (Bert Lahr) e Hickory (Jack Haley). Os três são os anjos da guarda da menina, e cada um representa um fator da personalidade humana. O cérebro, a coragem e o coração são quem guiam a jovem por sua jornada.

O longa-metragem foi indicado a seis estatuetas do Oscar, mas só conquistou duas por melhor canção original. A obra é tão mística que foi comparada ao álbum da banda inglesa Pink Floyd, “The Dark Side of The Moon”. As músicas acompanham o filme, de forma misteriosa. Os autores dizem que nada foi planejado, mas essa história é contada no domentário “The Dark Side of The Rainbow”, dirigido pelo próprio diretor do “Mágico de Oz”, Victor Flemming.

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Foto: Reprodução/IMDb

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