Foto: reprodução
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Por Luísa Graça

Inspirada por filmes europeus dos anos 1960 e 1970, especialmente os dos franceses Jean-Luc Godard e François Truffaut, Angelina Jolie-Pitt decidiu que a década de 1970 seria o período ideal para ambientar a história de seu  À Beira-Mar – “Brad ama os anos 1970 e também estuda francês”–, um momento histórico interessante na política e na contracultura, tempo em que nem tudo era tido como politicamente incorreto, e que ferramentas tecnológicas não impactavam relações interpessoais. Tempo também em que a moda glamorosa de marcas como Halston e Yves Saint Laurent fervilhava nas passarelas e nas ruas. Não à toa, YSL é, assumidamente, a maior inspiração para o figurino do filme, assinado por Ellen Mirojnick.

“O humor de Vanessa é estendido às roupas que veste. Ela usa algumas peças do final dos anos 1960, que representam uma época em que ela era mais feliz”, explica a figurinista sobre a ex-bailarina deprimida, personagem de Jolie, que aparece quase sempre vestindo peças em tons de marfim ou preto e negligés longos. Seus olhos, bem pintados com delineador – que escorre aos montes nos momentos dramáticos –, aparecem repetidamente, cobertos por grandes chapéus e pares de óculos oversized.

Esses óculos, aliás, foram incorporados na ação de À Beira-Mar por fazerem parte da dinâmica real do casal Jolie-Pitt. Roland, personagem de Brad, ajeita os óculos da esposa sobre a mesa toda vez que ela os atira de longe e as lentes ficam sobre a superfície, “numa demonstração de que ainda se importa com ela”. Ao Wall Street Journal, Angelina contou: “Brad detesta que eu arranhe meus óculos”.

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