Foto: Ernna Cost |  Com styling de João França Ribeiro, Pabllo aparece com look prateado de Leandro Benites, botas pretas Lucas Regal e harness de Eduardo Caires; Cabelos loiros (hair culture Sydney Salles); make: Pedro Moreira

Cinco anos separam o début musical do terceiro álbum de estúdio de Pabllo Vittar, “111”, lançado nesta terça-feira (24.03) nas plataformas digitais. A drag queen, de 25 anos, se reafirma como uma das promessas brasileiras ao Pop Internacional, com feats. com Thalia e Charli XCX e Ivete Sangalo, além de entregar um som divertido, dançante e até com uma pitada eletrônica. Cantando em português, inglês e espanhol, o álbum ainda conta com participações de Psirico e Jerry Smith.

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“Em ‘111’, mostro às pessoas uma Pabllo mais madura artisticamente, cantando em três idiomas e com muitos sonhos a serem realizados”, conta ela à Bazaar. A drag queen teve de antecipar o lançamento do álbum com nove faixas (quatro delas conhecidas desde o lançamento do EP de mesmo nome, no dia do aniversário da cantora: 1 de novembro do ano passado), pois o disco havia caído ilegalmente na internet na madrugada da noite anterior (23.03).

Em entrevista a este editor, no site RG, desabafou: “Fiquei chocada como em pleno 2020 ainda tem pessoas que se prezem ao papel de vazar o trabalho dos outros”.

Ainda em 2020, Pabllo seguirá com agenda internacional, confirmada como atração do principal festival de música do mundo, o Coachella (EUA), adiado para outubro devido à pandemia do Covid-19 (popularmente conhecido como novo coronavírus), Primavera Sound (Espanha), e – por fim – no Lollapalooza Brasil, reagendado para dezembro. No dia do atribulado lançamento, a cantora topou responder às perguntas de Bazaar por e-mail. Leia a íntegra:

Em lançamentos anteriores, tinha brasilidade, reconexão com suas raízes e música nordestina. O que o disco de “111” marca na sua carreira?
Eu sempre busco me experimentar e encontrar diferentes sons em meu trabalho. Apesar disso, as minhas referências, como de onde vim e o que escuto, permanecem presentes na minha música. Em “111”, mostro uma Pabllo em nova era, mais madura artisticamente, cantando em três idiomas e com muitos sonhos a serem realizados.

Tem alguma história engraçada de bastidores? Cantar em espanhol foi o mais difícil?
Foi um trabalho muito intenso ao lado de uma equipe sensacional que entende quem eu sou e como penso. Houve vários momentos prazerosos. Ainda assim, é difícil destacar um só. A composição e o resultado são sempre muito gratificantes e me deixam ansiosa. Talvez eles sejam alguns desses momentos com maior euforia.

Aliás, Rodrigo Gorky (produtor) disse que já tem coisas encaminhadas para o quarto álbum. Como conter a ansiedade e não atropelar as coisas?
Já chega de vazamentos e spoiler por essa semana, né? (risos)

Você é a drag da “família brasileira” como poucas. Sua presença no “Domingão no Faustão”, por exemplo, é motivo para comemorar entre os LGBTQIA+. Sem contar sua citação como uma das lideranças do futuro, na revista “Time”. Qual é seu papel, hoje em dia, além de música?
Eu quero que cada vez mais tenhamos artistas ocupando todos os lugares. Devemos ser valorizadas e respeitas (sic) por quem somos e pelo nosso trabalho, independente da sexualidade, todas as pessoas devem poder ser protagonistas de suas próprias histórias.

Conversei recentemente com a cantora Kali Uchis, que me disse que vocês estavam em negociações para tentar fazer algo juntas (era o sonho dela ter uma voz brasileira no disco novo, que é todo em espanhol). Foi pra frente essa negociação?
Eu gostaria de trabalhar com tanta gente especial que eu admiro. Agora com quem vai ser e se vai acontecer, só o tempo dirá (risos). Vamos aguardar.

Você e a Anitta voltaram a se falar, estão confirmadas no Coachella, inclusive. Há rumores de uma possível colaboração nova. O feat. vem? 
Se vier e quando vier será muito bem-vindo. Sempre achei ela um talento incrível.

Capa do álbum “111”, lançado na noite desta terça-feira (24.03) nas plataformas digitais | Foto: Erna Cost

HISTÓRICO
Pabllo Vittar ficou conhecida na internet, fazendo uma versão brasileira do hit “Lean On”, do Major Lazer com , que virou a divertida “Open Bar”, em 2015. Dois anos depois, invadiu a casa de milhões de brasileiros à frente da banda do extinto “Amor e Sexo” (Globo), apresentado por Fernanda Lima. E segue captando a atenção nas aparições que faz nos programas da emissora como quando, recentemente, participou do “Ding Dong” – quadro musical do “Domingão do Faustão”, de Fausto Silva.

Na TV, emprestou seu carisma ao programa “Prazer, Pabllo Vittar, no Multishow, e como protagonista da série em desenho “Super Drags” (Netflix), ambos de 2018. Na música, participou do hit internacional “Sua Cara”, com Anitta e o mesmo Major Lazer que a fez famosa, em 2017. Ano passado, fez sua primeira turnê internacional – ganhando destaque em diferentes Paradas LGBTQIA+ pelo mundo – e, em 2020, chegou à Oceania, com shows pela Austrália. Ainda este ano, será atração de diferentes festivais de música pelo mundo.