Pabllo Vittar sobre mensagens que recebe da comunidade LGBTQIAPN+: "não tem preço"
Foto: Guilherme Nabhan, com direção criativa de Camila Bossolan, edição de moda de Rodrigo Yaegashi e set design de Lucas Teixeira

Pabllo Vittar é sinônimo de liberdade. A drag queen, capa da Bazaar de junho – mês do Orgulho LGBTQIAPN+ – também participou do podcast “Garotas da Capa”, em que fala sobre a vida em Minas Gerais, decisões de carreira e as mensagens que recebe da comunidade e de fora, contando sobre libertação de um relacionamento tóxico por conta de sua música ou até mesmo mensagens de amor, no sentido de “você me inspirou a ser quem eu sou hoje” ou “consigo me amar do jeito que eu sou e minha família me apoia por sua causa”. Para ela, isso é “algo que não tem preço”.

Na entrevista, ela conta que na época da escola uma de suas maiores fortalezas era a família, encabeçada pela matriarca Dona Verônica. “Tinha gente que ficava triste porque não tinha apoio (da família), mas eu tinha o apoio da minha mãe, então eu ficava tipo: ‘deve ser horrível’, então isso de mudar a vida das pessoas é fundamental”, celebra. Inclusive, a criação da persona drag Pabllo Vittar é sinônimo – para ela – de escudo. “Se não fosse (por ela), não seria eu mesma. Se não fosse a Pabllo, talvez eu não teria como morar em Uberlândia quietinha.”

No podcast, Pabllo ainda fala sobre a vida em Minas Gerais, relacionamentos e o reconhecimento de uma de suas maiores inspirações: RuPaul Charles, apresentadora admirada e conhecida no meio LGBTQIAPN+ como “a mãe das drag queens”. Ainda contou que sente-se confortável, seja no palco, apresentando ou atuando. “Gosto de me desafiar”, confessa.

Ela tem estudado muito a língua inglesa e as vivências fora do País, como na turnê européia e americana. “Tenho experimentado e só vivido em inglês, então acabei gostando mais. Também estou lendo algumas coisas em inglês”, arremata.

Nova era

À Bazaar, a cantora ainda disse que está focada em seu próximo trabalho, juntando as referências, composições e colocando tudo no papel para a criação de suas próximas faixas. “Não estou tão focada em chegar com um álbum na cara da galera. A gente vai trabalhar singles, vai trabalhar músicas, até porque não vou ter tempo de trabalhar um álbum, lançar um álbum agora, porque estou viajando pra caramba”, conta. O mesmo laboratório de experimentações que deu vida ao “Batidão Tropical” (2021) será usado como referência para ver o que vai se encaixar para esse próximo projeto.

Pabllo ainda promete uma grande festa e surpresas para o seu aniversário. “Não posso falar que vai ter lançamento, porque não sei como é que está essa agenda louca, mas a gente vai fazer um grande show”.