Majur na Bazaar de junho – Arte: Felipe Rodrigues

Majur é nossa capa e recheio de junho, em uma edição que fala sobre o poder da voz por meio de diferentes personagens: “você tem fome de quê?”, entrega o tema. Convidada do “Garotas da Capa“, a cantora fala sobre sua descoberta enquanto mulher transsexual, seu recém-lançado “Ojunifé” e, também, situações que a levaram a querer cada momento intensamente. “Percebi que passei muitos anos da minha vida sendo uma pessoa que não era. Precisava ganhar tempo para retornar e ser quem eu sou de verdade.”

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A cantora relembra que essa coragem veio na época da faculdade de design, em uma aula sobre semiótica, época também que passou a usar seu nome social e deu vida à artista que conhecemos hoje. Na entrevista, Majur relata pela primeira vez um episódio de homofobia na infância, a lição mais importante que aprendeu com sua mãe – como criar pontes e diálogos ainda que com pessoas que não pensem igual a você – e como a música e seus fãs tem motivado este processo de querer viver mais. “Estão ouvindo o que estou falando, entendendo, chegou em algum lugar, bateu em alguém e não estou sozinha”, resume.

Em um papo emocionante e cativante, que nos faz refletir em uma data tão importante como este Dia do Orgulho LGBTIA+ (celebrado em 28 de junho), ela explica: “Choro porque tenho muito orgulho de quem eu sou agora”. Vale lembrar que o Brasil é o lugar no mundo que mais mata pessoas trans, que vivem apenas cerca de 33 anos. Play nesse papo sobre ancestralidade, fé e coragem! “Espero que as pessoas possam se identificar e achar novas saídas porque nada do que vivi não é de verdade.”