Patricio-Farías, Confesso-que-Vivi (2010) - Foto: Divulgação
Patricio-Farías, Confesso-que-Vivi (2010) – Foto: Divulgação

Pelas mãos do artista chileno Patricio Farías, materiais como madeira, metais e tecidos são base para uma série de trabalhos escultóricos reinventados de forma lúdica, irônica e com muito humor. Escultor, gravador e professor, Farías vive no Brasil desde a década de 1980, época em que fugiu de seu país natal e passou a viver e trabalhar em Porto Alegre.

Desde essa década, ele produz diversos trabalhos que incorporaram novas linguagens à arte contemporânea latino-americana e são tema da primeira individual “As Desauras de Patricio Farías”, que abre na Galeria Bolsa de Arte, em São Paulo.

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Instalação de Patrício Farías - Foto: Divulgação
Instalação de Patrício Farías – Foto: Divulgação

Para a mostra, a curadoria apresenta uma extensão de trabalhos do chileno, entre esculturas, instalações, maquetes, objetos e montagens fotográficas. Com isso, o público pode ter boa noção da produção artística de Farías. Seu meticuloso trabalho artesanal pode ser reconhecido em todas as obras dali e carregam uma extensa carga simbólica, como no caso dos maquinários alados, conjunto de esculturas objeto que nos remetem logo de cara aos artefatos híbridos do mestre italiano Leonardo da Vinci.

Antimonumento (1989-2014), de Patricio Farías - Foto: Divulgação
Antimonumento (1989-2014), de Patricio Farías – Foto: Divulgação

Sua pesquisa é bastante influenciada pelo pensamento do artista francês Marcel Duchamp, como no caso do humor que introjeta nas obras, a problematização das linguagens e, até mesmo, uma crítica sobre a sociedade de consumo e como isso se relaciona com a arte. Outro destaque da exposição é justamente esse diálogo, como no caso de “Grande Vidro”, obra de Duchamp revisitada por Farías.

Marcel Duchamp, Grande Vidro - Foto: Divulgação
Marcel Duchamp, Grande Vidro – Foto: Divulgação

Na ocasião da mostra, o chileno lança um livro que reúne boa parte de sua trajetória artística, organizado pelo poeta e crítico espanhol Adolfo Montejo Navas.

Patrcio Farías, Equipamento Para Voar Alto (2005) - Foto: Divulgação
Patrcio Farías, Equipamento Para Voar Alto (2005) – Foto: Divulgação

As Desauras de Patricio Farías
Galeria Bolsa de Arte
Rua Mourato Coelho, 790 – Vila Madalena, São Paulo
De 4 de setembro até 10 de outubro