Maiwsi Ayana, Nice Estrela, Mayara Rosa, Ludmilla, Aline Constantino e Darlita Albino (Foto: Divulgação)

Perguntas como “você ainda está dançando ou já começou a trabalhar?” são corriqueiras para membros do projeto Turmalinas Negras*, que usa a dança como plataforma para capacitar e valorizar artistas pretas da zona leste de São Paulo e outras partes da capital.

Ao todo, mais de 30 mulheres fazem parte da iniciativa. Neste Mês da Consciência Negra, elas estrelam – ao lado da cantora Ludmilla, nossa cover girl – a campanha de lançamento da coleção Nike Icon Clash, que promove o empoderamento e reconhecimento da identidade por meio do esporte e do movimento (pelo ritmo, claro).

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“A dança é o nosso trabalho, e as pessoas precisam enxergar isso. A partir do momento que tiver uma mobilização, talvez comecem a perceber”, explica o Turmalinas em entrevista à Bazaar. A iniciativa inspira e capacita meninas e mulheres, fomentando mudanças positivas por meio da técnica. “É realmente difícil viver de arte, ainda mais se falando de mulheres pretas e periféricas, que não são vistas como artistas”, dizem elas. “É nossa realidade, nossa cultura, nossas alegrias e nossos sofrimentos.”

A pluralidade de estilos de dança é a marca do projeto, que acredita nos resgates ancestrais dos passos de dança como forma de contar suas histórias – acrescente um toque das danças afro-diaspóricas nestes movimentos. “Em nossas performances, enxergamos isso porque tudo é executado e protagonizado por mulheres negras, o que normalmente não vemos na cena da dança brasileira”, explicam. “A gente está muito consciente da nossa responsabilidade a partir dessa campanha.”

A parceria com a Nike é apenas um desdobramento desse reconhecimento pelo trabalho e pela história de cada uma delas. “É muito especial”, celebram elas, que já foram notadas até mesmo por Justin Bieber, que repostou um vídeo delas dançando Yummy. “Seguir inspirando e motivando. Fazer com que as Turmalinas, que começou com um vídeo e se tornou um projeto, se torne algo muito maior”, finalizam.

*Neste texto (e na campanha, também), as Turmalinas Negras são representadas por Mayara Rosa, idealizadora do projeto, ao lado de Darlita Albino, Nice Estrela, Aline Constantini (dançarina e produtora) e Maiwsi Ayana. Em comum, elas têm entre 20 e 30 e poucos anos, são apaixonadas pela dança e moram na capital de São Paulo.


Despertar da dança

O filme “Despertar na Dança: Uma experiência em movimento”, co-criado com o grupo e dirigido por Juh Almeida consiste em uma linha do tempo que resgata o poder da mulher negra e da dança no Brasil.

A coreografia, criada pelas dançarinas, foi dividida em seis etapas: nascimento, conexão, raízes, proteção, reconhecimento e despertar. A sequência mostra como a dança se conecta com a ancestralidade e cultura, passando por ritmos como break, hip hop e funk. O vídeo poderá ser visto, a partir da próxima quarta (18.11), no Nike Training Club, aplicativo gratuito que oferece diferentes tipos de treinos.

Foto: Divulgação

Icon Clash

Idealizada para abraçar a cultura jovem e celebrar o empoderamento por meio da dança, a nova coleção conta com meias, tops, calças esportivas e moletons. Adotadas pela comunidade de dança, as peças atendem às necessidades de performance ainda que tenham materiais novos e ousados, em cores metálicas e iridescentes. As peças estarão à venda a partir do dia 18 de novembro no e-commerce e em lojas físicas.

Frame da pedra preciosa que aparece no vídeo, que será lançado na quarta-feira (18.11) – Foto: Reprodução