Foto de Wallace Domingues, dir. de arte por Castiel Vitorino Brasileiro e Linn da quebrada, ass. de foto de Mateus Rod, styling de Ode, beleza de #LGBeauTé (Ágata Ignácio, Magô Tonhon e Rapha da Cruz), unhas por Cyshimi e prod. de Cais Vicente

Linn da Quebrada quis brincar com luz e sombra e toda a contradição que envolve seu novo álbum Trava Línguas (Natura Musical), que será lançado no dia 16 de julho nas plataformas digitais. “Desde o início pensei na construção estética dessa capa como um processo performativo, um rito. E, para isso, foi fundamental desenhar uma equipe com quem me sentisse confortável para oferecer meu corpo nessa dança que tecemos entre a repetição e a diferença”, resumea artista paulistana. Bazaar entrega, em primeira mão, a capa do segundo álbum de estúdio e sucessor de Pajubá, lançado em 2017.

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“Tudo foi cuidadosamente pensado, desde as cores que envolveriam meu corpo nesse jogo de luz e sombra, a beleza que evidenciaria quem estou sendo agora e nas vestes que, ao mesmo tempo, me cobriam e revelavam. Um rito de incorporação onde faço as pazes com todas aquelas que fui e ainda serei”, arremata Lina Pereira, que dá vida à Linn. O single de I míssil, que inaugura essa nova era, já havia sido divulgado no meio de junho, mas ainda não ganhou clipe. A produção é assinada pela própria artista repetindo a parceira com a DJ e produtora musical Badsista, além da percussionista Dominique Vieira.

Para a diretora criativa Castiel Vitorino, a contradição serviu de bússola (ou o vento?) e ajudou na composição estética e sonora de Trava Línguas. “Para a capa do álbum, decidimos pelo crepúsculo, pela luminosidade e escuridão,  elementos de morte e vida, e por criar um local de segurança dentro deste negrume que é a incerteza, o inacabado”, conta ela, que assina a capa ao lado da cantora. “Um templo onde Linn está confortável, inacabada, protegida e pronta para se levantar daquele local de renascimento, sair e construir uma nova história.”

A tracklist será divulgada nas redes sociais da artista, que já vem dando pistas do novo trabalho há um mês. Segundo entrevistas recentes, a artista avisa que não teve medo de encarar suas dúvidas. Mas seguiu em frente, fazendo de suas inseguranças, medos, dúvidas e excitação alicerces para o trabalho de inéditas. O álbum é resultado de uma imersão em estúdio que Linn realizou aos moldes antigos (as famosas sessions), ao lado de BADSISTA e Dominique, no ano passado, em um sítio nos arredores da capital paulista. Em respeito ao distanciamento social, as três aproveitaram o período de isolamento para criar juntas as 11 faixas que compõem o lançamento.

Foto de Wallace Domingues com direção de arte de Castiel Vitorino Brasileiro, Mateus Rod na ass. de fotografia, styling de Ode, beleza de #LGBeauTé (Ágata Ignácio, Magô Tonhon e Rapha da Cruz), unhas de Cyshimi e produção de Cais Vicente

ACORDO DE PAZ
Para Linn,  Trava Línguas é um acordo de paz entre criatura, Linn da Quebrada, e sua criadora, Lina Pereira. Logo no primeiro single, já havia dado para ter um gostinho do que está por vir. “Mais do que representada, sinto que neste álbum venho muito bem apresentada. Sentimentos, vozes e jeitos de Lina e Linn na mesma pessoa – e também em muitas outras, ao mesmo tempo”, contou ela no lançamento do single. Sonoramente, o disco também expande para outros horizontes, tirando a artista da zona de conforto e, também, do “quadradinho” que foi imposto para elas musicalmente. “É um disco que abre os braços cada vez mais, abrange mais gente que vai acompanhar a Linn daqui para frente”, completou Badsista à época.