Trabalho de Claudio Tozzi - Foto: Divulgação
Trabalho de Claudio Tozzi – Foto: Divulgação

Claudio Tozzi
Galeria Houssein Jarouche
Rua Estados Unidos, 2205
Até 9 de junho
Conhecido por trabalhos de referência pop e alta crítica política, Claudio Tozzi é um dos nomes mais importantes da geração de 1960 e 1970 no Brasil. Agora, uma seleção generosa de trabalhos foram reunidos para a individual do artista na Galeria Houssein Jarouche, que cobre quatro décadas de sua produção. A curadoria é de Sofia Gotti, e cada obra dialoga subjetivamente com o olhar do espectador.

Medley – Paulo Pjota
Runo Lagomarsino – No Element, However, Has The Final Word in The Construction of The Future
Mendes Wood DM
Rua da Consolação, 3368
Até 17 de maio
Deuses sumérios e personagens de desenhos animados se misturam em todos os trabalhos da nova individual de Paulo Pjota. Entre pinturas, objetos e instalações, o artista investiga a cultura de massa e a iconografia da história da arte. Em uma mesma obra, pode-se ver uma figura clássica grega junto com uma imagem pop, misturadas a um fundo colorido. Vale destaque para a obra Cada Cabeça Uma Sentença. Na outra sala da galeria, Runo Lagomarsino investiga, em sua terceira individual no espaço, história, política e heranças coloniais a partir de esculturas, desenhos e instalações.

Boxeador (1972), de Ana Vitória Mussi - Foto: Divulgação
Boxeador (1972), de Ana Vitória Mussi – Foto: Divulgação

Lethe, Mnemosyne – Ana Vitória Mussi
Galeria Lume
Rua Gumercindo Saraiva, 54 – Jardim Europa
Até 14 de maio
A imagem e a cultura de massas é um tema discutido em toda produção de Ana Vitória Mussi, importante nome da cena artística brasileira dos anos 1970. Em suas últimas semanas, a primeira individual da artista na Lume apresenta um conjunto significativo de obras, tanto antigas quanto recentes, e oferecem ao público um panorama sobre a vida e produção da artista. A curadoria é assinada pelo poeta e crítico de arte espanhol Adolfo Montejo Navas. São obras produzidas em vídeo, serigrafia e instalação, todas agrupadas pela discussão em torno da linguagem fotográfica.

Velório da Noiva (1974), de Maria Auxiliadora - Foto: Divulgação
Velório da Noiva (1974), de Maria Auxiliadora – Foto: Divulgação

Maria Auxiliadora: Vida Cotidiana, Pintura e Resistência
Museu de Arte de São Paulo
Avenida Paulista, 1578
Até 10 de junho
Maria Auxiliadora nasceu em Minas Gerais, em 1935, mas viveu em São Paulo até sua morte, em 1974. Desde cedo, foi influenciada pela família de artistas autodidatas e integrantes do movimento negro. Com uma obra comumente caracterizada como “popular”, a individual no MASP pretende ampliar a visão do público sobre seu trabalho. A curadoria é de Adriano Pedrosa e Fernando Oliva, que produziram a exposição em torno de sete eixos que agrupam a obra de Auxiliadora: Autorretratos, casais, interiores, manifestações populares, candomblé, umbanda e orixás e rural. Suas telas são em maioria figurativas, com influência geométrica, além de uma forte carga política e social. Outro ponto discutido na mostra é a própria morte, tema explorado pela artista nos últimos dois anos de sua vida, quando ela se submeteu a fortes tratamentos contra um câncer. Neste momento, ela se retratava no próprio leito, no velório ou até mesmo durante sua recepção no céu, a partir de pinturas como Sem título (Última unção) (1973), Velório da noiva (1974) e Autorretrato com anjos (1972).