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Roteiros: exposições de artes visuais

Bazaar Art indica cinco mostras imperdíveis em São Paulo

by Felipe Stoffa
Geraldo de Barros, Arranjo de Três Formas Semelhantes Dentro de um Círculo - Foto: Divulgação

Geraldo de Barros, Arranjo de Três Formas Semelhantes Dentro de um Círculo – Foto: Divulgação

O Hype Bazaar deste sábado (10.11) apresenta um roteiro sobre exposições de artes visuais pela cidade de São Paulo. Aproveite o final de semana para curtir arte e cultura. Veja a seguir e se inspire:

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Ruptura
Luciana Brito Galeria
Av. Nove de Julho, 5162 – São Paulo
Até 19 de janeiro de 2019
Em 1952, o Museu de Arte Moderna de São Paulo inaugurou a exposição Ruptura, com obras de artistas que defendiam a abstração geométrica na produção brasileira, movimento conhecido na história como arte concreta. Junto com a exposição, lançaram um manifesto de mesmo nome. É sobre esse momento que a nova coletiva na galeria paulistana conta com 50 trabalhos, entre desenhos, pinturas e fotografias, de importantes nomes que participaram ativamente daquele período: Geraldo de Barros, Augusto de Campos, Lothar Charoux, Waldemar Cordeiro, Kazmer Féjer, Hermelindo Fiaminghi, Leopoldo Haar, Judith Lauand, Maurício Nogueira Lima, Luiz Sacilotto e Anatol Wladyslaw. A mostra foi batizada com o mesmo nome da realizada nos anos 1950, e já passou pela sede da Luciana Brito em Nova York, no ano passado.

Trabalho de Hugo Curti - Foto: Divulgação

Trabalho de Hugo Curti – Foto: Divulgação

Hugo Curti – Tudo posso naquele que me conduz
Emmathomas Galeria
Alameda Franca, 1054 – São Paulo
Até 21 de dezembro
Geólogo por formação, o artista Hugo Curti apresenta sua nova individual na galeria. Na mostra, com curadoria de Ricardo Resende, 80 trabalhos apresentam ao público o universo meticuloso de pesquisa do artista, entre fotografias, gravuras e pequenas esculturas. Objetos do cotidiano, normalmente peças descartadas, servem de base para suas esculturas. Para o artista, a apropriação destes materiais é uma forma de quebrar os limites e significados dos objetos. “Hugo revela uma certa arqueologia, que está no acúmulo de materiais que são reinventados e manipulados até tornarem-se pequenas esculturas”, diz Ricardo Resende.

J.D. Okhai Ojeikere, Sem Título - Foto: Divulgação

J.D. Okhai Ojeikere, Sem Título – Foto: Divulgação

África Revisitada
Zipper Galeria
Rua Estados Unidos, 1494 – São Paulo
Até 12 de janeiro de 2019
Após passar pelas sedes do Centro Cultural Banco do Brasil, durante este ano, a mostra Ex Africa apresentou um excelente panorama da arte contemporânea africana. Agora, quatro dos artistas que estiveram na megaexposição têm suas obras reunidas na coletiva África Revisitada, idealizada pelo curador Alfons Hug. São eles: os nigerianos J. D. ‘Okhai Ojeikere e Karo Akpokiere; Leonce Raphael Agbodjelou, do Benin; e o angolano Nástio Mosquito.  “A identidade africana moderna é marcada por uma diversidade de encontros culturais e interações, por processos de intercâmbio e aculturações. Se, inicialmente, esses processos diziam respeito à Europa e à América, hoje em dia, e acompanhando a globalização, também se estendem a outras partes do mundo. Logo, a arte africana movimenta-se na zona de tensão entre diversos arquivos: tradicionais e modernos, coloniais e pós-coloniais, locais e globais, cosmopolitas e aqueles influenciados pela diáspora” diz o curador.

Lasar Segall, Aldeia Russa - Foto: Divulgação

Lasar Segall, Aldeia Russa – Foto: Divulgação

Lasar Segall – Ensaio Sobre a Cor
Sesc 24 de Maio
Rua 24 de Maio, 109 – São Paulo
Até 5 de março de 2019
Um dos maiores nomes da arte brasileira do século 20 ganha mostra inédita, que mistura grandes obras da trajetória do autor com algumas mais desconhecidas. Com curadoria de Maria Alice Milliet, a exposição conta com 87 trabalhos, entre pinturas, desenhos, fotografias e outros registros mais pessoais do artista, nascido na Lituânia. A ideia da curadoria é enfatizar a pesquisa cromática que Segall realizou durante todas as fases de seu trabalho. “As terríveis consequências do conflito levam o artista a acolher em sua arte a dor e o desamparo dos refugiados, dos pobres e das prostitutas”, completa a curadora.

Marcela Cantuária, Dama de Ouros (da série Rainhas) (2018) - Foto: Divulgação

Marcela Cantuária, Dama de Ouros (da série Rainhas) (2018) – Foto: Divulgação

Crônicas Urgentes
Fortes D’Aloia & Gabriel
Rua Fradique Coutinho, 1500 – São Paulo
Até 21 de dezembro
Os pintores cariocas Marcela Cantuária, Maxwell Alexandre e Victor Mattina possuem uma obra com narrativas similares. Em suas telas, personagens marginalizados, questões sociais e um alto teor político presente na produção dos três protagonizam um ótimo diálogo na mostra Crônicas Urgentes, em cartaz até o final do ano na sede paulistana da Fortes D’Aloia & Gabriel.

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