Foto: Divulgação
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Por Paula Jacob

Sempre que penso em Wes Anderson, logo me vem a mente casas de bonecas, sapatos de verniz e figurinos de dar inveja no guarda-roupa de qualquer mulher. Talvez porque Wes tenha a excepcional capacidade de entrar no nosso imaginário infantil e transformá-lo em algo tão maduro, onde as peças permanecem as mesmas, mas o jogador mudou a estratégia.

Crimes, fugas, adultério, suicídio, brutalidade e vingança são alguns dos temas que encontramos em seus oito longas. Todos retratados de forma tão autêntica, com câmeras rápidas, trilha sonora que acompanha os passos dos personagens, atuações quase que teatrais, cidades que parecem de miniatura, cenários cômicos…que não precisamos mais de 10 segundos de cena para certificar sua identidade como cineasta.

As referências são tamanhas, que o diretor ganha a sexta e maior edição da mostra anual Bad Dads, na Joseph Gross Gallery, em Nova York. Ken Harman, dono da galeria, reuniu mais de 70 artista para a exibição pop-up, que ficará aberta apenas entre os dias 07 e 09 de agosto.

Começando apenas como uma forma de gravar a estética de Wes Anderson, por meio de outros pontos de vista, a exibição ganhou destaque internacional durante os últimos anos. Pinturas, desenhos e esculturas são algumas das releituras dos oito filmes de Wes que podem ser vistas em Bad Dads VI. Se você tiver a sorte de estar in loco nas datas, não perca a oportunidade, e nem a hora. São mais de 40 mil confirmados!