David Burtka e Neil Patrick Harris - Foto: Reprodução/IMDb
David Burtka e Neil Patrick Harris – Foto: Reprodução/IMDb

Por Miriam Spritzer

Apesar de estar sempre nos olhos do público como ator, Neil Patrick Harris tem tido grande destaque como produtor e diretor no teatro, na televisão e, mais recentemente, no cinema.

Já há alguns anos ele vem se aventurado pelas produções. O americano teve grande sucesso com a série do Netflix “Desventuras em Série”, e o espetáculo de mágica “In and Off Itself”. A série está finalizando a sua terceira temporada e o espetáculo sairá de Nova York após quatro extensões para ser apresentado em Las Vegas.

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A mais nova produção de Harris é o documentário “Wig”, que estreará na HBO no dia 24 de junho. Segundo Neil, essa é talvez uma das mais importantes produções que já fez, uma vez que, além de assinar a produção ao lado do marido David Burtka, também trata de um tópico extremamente importante para o casal.

O filme explora as influências e a história do lendário festival Wigstock, uma competição anual de drag queens no East Village em Nova York – que durou de 1984 a 2001 – e foi reestabelecida em 2018. O documentário procura celebrar a hoje popular cultura drag por meio de imagens das competições originais e acompanhando de perto as participantes da versão recente.

A pré-estreia do filme foi em um evento especial durante o Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York, onde Harris e Burtka contaram para a Bazaar com exclusividade sobre a produção. Confirma a nossa conversa com eles a seguir:

Neil, você comentou que este filme é muito significativo. Por que você queria contar esta história?
Hoje o mundo drag está muito mais popular. Mas ainda existem coisas que o grande público não vê. São pessoas que estão acostumadas a se virar sozinhas para criar um personagem sem ganhar um centavo para isso. Que saem de um ponto com pouquíssimos recursos, fazendo seus vestidos, se maquiando em qualquer canto disponível e que conseguem se reinventar aparecendo para o público de uma forma completamente diferente e grandiosa. Quando você consegue juntar esse estilo e nível de talento é algo indescritível. A gente pensou que essa era uma boa oportunidade para isso.

Wigstock ficou quase vinte anos parado. Como que vocês abordaram as diferenças do que o festival era nos anos 80 e 90 para o que se tornou hoje?
“Essa foi, na verdade, a idéia do David. Queríamos mostrar esse contraste da geração mais veterana de Drag Queens com a geração nova, também explorando o tópico de identidade de gênero e transexualidade, ao mesmo tempo que mostramos as performances. A idéia é representar o grupo de uma forma respeitosa e ao mesmo tempo leve e divertida”, responde Neil. E David complementa: “Se você pensar, de certa forma as drag queens são como líderes espirituais da comunidade gay. Então a idéia era ao mesmo tempo que estamos informando o público, também estamos celebrando elas. E é muito bom poder brincar com tudo de maravilhoso que elas trazem. Dar risada com elas, vestir perucas, brilhos e paetês”.

O filme estreou no Tribeca Film Festival e vai ao ar na HBO, o que isso significa para vocês como produtores?
NPH: Os dois são gigantes. Com o festival você já ganha respeito, força e apreciação antes mesmo do filme chegar ao público. São apenas alguns filmes que conseguem ser selecionados, e temos muito orgulho que o nosso foi um deles. E a HBO não tenho nem palavras, está no mundo inteiro, era muito além da nossa expectativa.

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