Zezé Motta – Foto: Vinicius Bertoli/Divulgação

O fotógrafo e cineasta Vinícius Bertoli prepara para o segundo semestre de 2021 um livro digital batizado de “Liberte-se”. Ele fotografa homens e mulheres com força e expressão para o projeto, entre elas a multiartista Zezé Motta.

Zezé Motta – Foto: Vinicius Bertoli/Divulgação

Zezé afirma que já́ teve todas as crises que uma mulher tem direito, mas que agora cansou. “Estou de bem com a vida. Fiquei pensando sobre o que a saudosa Tônia Carreiro me disse uma vez, que achava péssima a história de envelhecer, mas, por outro lado, quem não envelhece morre cedo. Então envelhecer é uma dádiva, ou você preferia morrer cedo?”, questiona.

Zezé Motta – Foto: Vinicius Bertoli/Divulgação

Relembrando o começo da sua carreira, ela afirma: “A beleza era algo importado da Europa. As mulheres consideradas bonitas eram as loiras de olhos azuis. Também lembro que nos anos 70 você não precisava ser magérrima. Eu era magra, mas tinha coxona, bundona. E nos anos 70, essa questão do corpo não era tão extrema – você não tinha que ser esquelética. Hoje vejo fotos de amigas (risos) esqueléticas, e dizem que a fulana está com corpão. Eu fico ali procurando o corpão. Me parece ainda mais cruel. Mas é assim mesmo, os tempos mudam, os padrões mudam. Hoje sou considerada uma gordinha – e aqui estou eu, com 76 anos e não vou ficar me privando de coisas para ficar magra porque já fui – chega, está bom. Estou muito mais preocupada com a minha saúde do que com a magreza. E para 76 anos, acho que estou dando para o gasto. Mas durante a minha adolescência – e início de juventude – eu queria muito ser aceita”, complementa a artista.

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