Zoey Deutch - Foto: Reprodução/IMDB
Zoey Deutch – Foto: Reprodução/IMDB

Zoey Deutch vive o empoderamento feminino na frente e por trás das cameras. Ela ficou conhecida pela sua participação no filme “Dezesseis Luas” em 2013, e desde então, a atriz vem sido destaque em produções de televisão e cinema.

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Hoje aos 24 anos de idade, Zoey estrela e produz o filme “Buffaloed”. Com um foco extremamente feminino, e personagens fortes, o filme, conta a história de Peg, uma menina obcecada em ter sucesso na vida e sair da sua cidade Buffalo, no estado de Nova York. Para poder pagar seus estudos em uma das melhores universidades do país, ela entra em várias confusões com coletores de dívidas.

Nossa colaboradora em Nova York, Miriam Spritzer esteve na estreia de “Buffaloed” e conversou com Zoey Deutch sobre o seu trabalho e seu estilo. Leia a nossa entrevista exclusiva:

Você é hoje uma referência de estilo. Então, temos que lhe perguntar, o que é estilo para você?
Estilo é uma forma de você se expressar. Eu sei, não estou falando nenhum conceito novo quando digo isso. Mas é uma forma de mostrar quem você é ou como você está se sentindo no dia, a fase que você está. Eu acredito muito que o que você veste pode mudar como você se sente, o dia seu dia. Impacta na forma como você se enxerga, como as pessoas te veem. E isso tudo tem efeito em como você vê o mundo ao seu redor também.

E como os seus looks impactam nisso tudo?
Muito. Por exemplo hoje, estou usando esses sapatos. São lindos, salto alto, chique, estilosos – e super desconfortáveis. Para as fotos são maravilhosos, mas eu sei que não vou me divertir muito essa noite, a não ser que eu troque de sapatos. Então eu trouxe um par de All Stars. Você olhando de fora, pode pensar que eu aguento a noite toda com eles. Mas a verdade mesmo é que não consigo. Não uso eles por mais de cinco minutos. Meu tênis está na bolsa ali atrás e vou trocar assim que sair do tapete vermelho.

No seu trabalho, você tem que se transformar em outras pessoas. Como o figurino ajuda nesse processo?
Muito, é uma das grandes partes da construção da personagem. Nesse filme especificamente, Peg, quem eu interpreto, está buscando independência financeira, ela é uma empreendedora e despachada. Ela quer muito ser levada a sério em um mundo que não faz isso. Então a forma que ela se veste representa isso. O figuro que a gente montou mantinha as peculiaridades dela, e também mostrava essa busca de se sentir poderosa, foram muitos ternos grandes, meio anos 80, para impressionar as pessoas a volta dela.

Trabalhar em frente e por trás das câmeras no mesmo projeto não parece ser algo fácil. Qual foi o seu maior desafio neste filme?
Eu estava muito animada com o projeto, sabe? Para mim a coisa mais difícil foi que eu perdia a minha voz durante as gravações toda a hora. A minha personagem grita muito no filme. Tive laringite umas três vezes durante a gravação. Fora isso não foi tão difícil assim.

E a experiência na produção, foi muito desafiadora?
Não foi a coisa mais fácil do mundo, mas também não posso dizer que foi impossível. Claro que houveram desafios nesse lado, mas conheci pessoas incríveis por fazer a parte dos bastidores do filme. As pessoas da equipe e a nossa diretora, Tanya Wexler, foram maravilhosos para trabalhar juntos. Na verdade, eu me diverti muito no processo todo.

A indústria hoje está cada vez mais aberta para mulheres cineastas. Como você acha que isso vai impactar em enredos e papéis femininos?
Acho que o único jeito para que os papéis femininos se tornem mais interessantes e profundos, é se mulheres estejam de fato envolvidas no processo criativo, por trás das câmeras. É importante que estas mudanças tenham consistência, que não se tornem algo que fazemos agora porque está na moda dentro da indústria. A tendência hoje é uma, e amanhã será outra. Eu acho importante que as mulheres tomem o seu lugar na mesa e que tenham representatividade mesmo.