Aninha Gonzalez zarpa para a Holanda e conta tudo sobre o país

A banqueteira paulistana entrega seu roteiro que mistura arte, design e cenários encantados

by Antonella Salem
Aninha no jardim do Museu Van Gogh, em Amsterdã - Foto Arquivo Pessoal

Aninha no jardim do Museu Van Gogh, em Amsterdã – Foto Arquivo Pessoal

Por que Holanda? Foi uma viagem para reunir a família. A sobrinha do meu marido, Beto Gonçalves, mora lá e está sempre por dentro de tudo. Um lugar para todas as idades! Não poderia ser um destino mais perfeito: muito alegre e divertido. Realmente um “país baixo”, as extensas plantações e diques pelas estradas formavam um cenário amplo, fresco e surpreendente.

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Já tinha ido para lá aos 20 anos de idade e conheci todo o lado mais turístico. Desta vez, misturamos atrações diferentes com as clássicas, como o Museu Van Gogh, já que levamos as crianças, Pedro, 12 anos, e Olivia, 11. Foram dez dias em plena primavera, a época das tulipas, e eu poderia ficar muito mais.

Um dos canais em Amsterdã - Foto Arquivo Pessoal

Um dos canais em Amsterdã – Foto Arquivo Pessoal

Tivemos como base Amsterdã e de lá fizemos várias day trips de carro e van pelo pequeno país. De tão minúsculo, é possível conhecer tudo super-rápido. Na capital holandesa, o bacana foi que tentamos viver ao máximo a dinâmica da cidade, como andar de bicicleta, brincar nas pracinhas, explorar os bairros e as muitas feirinhas de rua.

Em vez do hotel, alugamos duas casas lado a lado, daquelas tradicionais, de janelas imensas, no Jordaan, bairro charmoso com ruas estreitas, lojinhas vintage, mercados e restaurantes, a 15 minutos a pé do centro.

Perto de casa, tomávamos café no Cup Of Joe, jantávamos no Libertine Cafe e íamos comer torta de maçã e tomar cerveja no transado Winkel 43. Outra região descolada são as Nine Streets, repleta de lojinhas, galerias e cafés com mesinhas na calçada. O restaurante Bussia é uma delícia, assim como o Bar Hoppe, com seus croquetes. E virando a esquina você vai ver a fila se formando para comprar o melhor cookie de chocolate da vida, na lojinha fofa Van Stapele Koekmakerij. As crianças amaram!

Queijos à venda em uma feirinha no Jordaan, na capital holandesa  - Foto Arquivo Pessoal

Queijos à venda em uma feirinha no Jordaan, na capital holandesa – Foto Arquivo Pessoal

Programa legal com elas foi o zoo, bem informal, deixam tocar nos animais com certa liberdade. Menos comum aos turistas, o bairro de De Pijp é o “Quartier Latin” de Amsterdã, onde existe a feira mais democrática, Albert Cuypstraat Market, que vende desde sapatos e comidinhas, até plantas e capinhas de celular. Para comer lá perto, o Little Collins, bem fashion, serve um brunch maravilhoso e saudável. E adoramos comprar por ali os cones de batatas fritas.

Já na área dos museus, depois de andar para lá e para cá, melhor descansar tomando um drink ou um chocolate quente no lobby do Conservatorium, hotel design badalado montado em um antigo conservatório de música, que tem também um japonês bem caprichado. Outro lugar bem legal para jantar foi o Stork, um galpão enorme com peixes frescos, vista linda e mesinhas na beira da água. Não dá para perder os passeios a bordo dos barquinhos abertos durante o dia, como fazem os moradores no fim de semana.

E, à noite, alugar uma embarcação daquelas antiguinhas, com marinheiro, serviço elegante de open bar e jantar! Foi demais navegar observando as luzinhas dos canais e a vida acontecendo dentro das casas iluminadas. Os holandeses dizem que não precisam de cortinas: não têm nada a esconder!

Bate-volta
De Amsterdã, um dos programas de dia inteiro que mais gostei foi para o Museu Kröller-Müller, no Parque Nacional Hoge Veluwe. Espécie de Inhotim holandês, abriga a coleção particular de Helene Kröller-Müller, uma das primeiras mulheres da Europa a formar um acervo de arte. Há muitas obras de Van Gogh e um jardim lindo de esculturas contemporâneas. Você chega e de cara encontra bicicletas para andar pela floresta. A parada é um restaurante-tenda bem charmoso.

Aninha em meio às plantações de tulipas nos arredores de Vogelenzang - Foto Arquivo Pessoal

Aninha em meio às plantações de tulipas nos arredores de Vogelenzang – Foto Arquivo Pessoal

Outro dia, visitamos o famoso parque Keukenhof e seus milhares de tulipas. Mas precisa ter a sorte de encontrar as tulipas abertas e crescidas! Falando em tulipas, fizemos uma day trip para os campos abertos lotados delas. Andar entre elas era como voar sobre cor. Quadradinhos perfeitinhos esfuziantes em amarelo, rosa, vermelho.

Casa tradicional perto dos moinhos de Zaanse Schans - Foto Arquivo Pessoal

Casa tradicional perto dos moinhos de Zaanse Schans – Foto Arquivo Pessoal

Também fomos a um mercado de queijos e uma fábrica de tamancos. Ficam na estrada que leva aos moinhos em Zaanse Schans, onde aprendemos sobre os pigmentos para a fabricação de tintas. A menos de uma hora de Amsterdã, Roterdã foi outro highlight. A cidade portuária tem uma vibe de design, superlegal.

Museu Bojimans Van Beuningen, em Roterdã - Foto Arquivo Pessoal

Museu Bojimans Van Beuningen, em Roterdã – Foto Arquivo Pessoal

Maravilhoso o mercado municipal, cheio de lojas de comida, e o moderno museu Bojimans Van Beuningen. Foi uma viagem memorável, tanto para sentir a vida de interior, da comunidade, como para estar no burburinho cultural e artístico da Europa, sempre com a natureza presente, a água e o colorido vibrante das flores.

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