Não é a melhor coisa do mundo fechar as malas e dizer tchau para Paris, mas como nem tudo é perfeito, o jeito é se conformar.

Eu tinha que estar no aeroporto as 17h, então arrumei tudo e me joguei para o que seria uma despedida! Sabe aquela ultima olhada, um aceno de rabo de olho, um fantasma de sorriso para driblar o apertinho no peito?

Mas, eu tenho uma tática: tiro esse último dia para as coisas que vou deixando sem fazer. Por exemplo, dessa vez não comprei a bolsa dos meus sonhos e nem fui ao Museé d’Orsay, então tenho obrigação de voltar logo para cumprir essas tarefas. Não é boa essa estratégia?

Nesse “passeio despedida” entrei na Pharmacie des Champs –Élysées e fui muito bem atendida por uma senhora simpática e gentil que me deu várias dicas de produtos, beleza e inclusive de francês. Foi tão superb que resolvi fazer a dica.

Apesar das coisas estarem diferentes, os parisienses normalmente são de poucas palavras e reservados – eu até vi um adesivo bem ilustrador que falava assim: “Je suis parisien, j’aime rien!” (Eu sou parisiense, eu amo nada). Adorei, principalmente porque as coisas ficam bem mais leves quando conseguimos rir de nós mesmo, não é?

Continuei subindo a Champs –Élysées e entrei numa loja linda de morrer que tinha uma coleção de carrosséis na vitrine! Eram caixinhas de musicas e réplicas de carrosséis de verdade que ficam espalhados pela cidade.

Depois só deu tempo para a Fnac e pronto! Allez au Charlles de Gaule. Uma hora e meia depois chegamos em Milão. Só valeu a pena porque ver os alpes cheios de gelo é quase indescritível!

Como descemos em Linate, rapidinho chegamos ao nosso destino, graças a Deus! Jantei por aqui uma vez que é impossível sair do hotel. Estamos no Príncipe de Savoia e tudo o que eles sabem fazer é nos mimar.

Daí ficamos assim, preguiçosos e arredios. Sair daqui para quê?  Mas amanhã estarei liberta dessa armadilha e desbravarei a cidade com afinco para contar para vocês!

 
Foto: Reprodução