Foto: divulgação
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por Juliana A. Saad

A França está repleta de lugares românticos, mas nenhum se aproxima tanto de um conto de fadas quanto a região do Loire –a preferida da monarquia e aristocracia francesas do século 16, para construir seus suntuosos châteaux. Lá estão os castelos mais encantadores do país, cercados por jardins, bosques, lagos e rios em cenários idílicos. E que podem ser visitados de carro, bicicleta e barcos que navegam pelo rio. Impossível não começar a lista pelo magnífico Château de Chambord e suas torres assimétricas. O castelo renascentista é o maior do Loire e começou a ser construído pelo rei Francisco I. Leonardo da Vinci projetou a incrível escada em dupla hélice que enriquece o imenso hall principal.

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Foram necessários 150 anos para concluir sua construção e vale cada segundo da visita. Os cômodos do Château de La Ferté Saint-Aubin são decorados com móveis de época. E é possível fazer degustações em sua linda cozinha, além de ter aulas
de culinária. Na mesma família há seis séculos, o Château de Cheverny serviu de inspiração para Hergé, o criador de Tintim, que o homenageia em seus quadrinhos. A síntese dos castelos da região é o Château Royal de Blois, em Blois, cidade milenar às margens do Rio Loire, residência de sete reis e dez rainhas da França. Sua arquitetura tem alas que vão da Idade Média ao Renascimento. Palco de histórias de política, traição, amor e guerra, o Château de Valençay serviu de residência a Talleyrand-Périgord, que foi ministro das Relações Exteriores de Napoleão. O castelo é um dos mais preservados, seu mobiliário é de época e as cozinhas e adegas, impecáveis.

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O Château de Chenonceau é considerado um dos mais incríveis do mundo, com seus arcos e galerias. Salões de baile, aposentos suntuosos e grandes jardins geométricos serviram de moradia a Catarina de Médici, que recebia astrólogos como Nostradamus, em outro castelo, Chaumont. Incrivelmente belo, Chaumont abriga um festival de jardim, estufas exibindo plantas exóticas em antigos estábulos. O Château de Amboise foi o primeiro castelo renascentista a ser construído no Vale do Loire pelo rei Carlos VIII. A vista do castelo abrange toda a cidade de Amboise e encanta pela vista do grande parque e seus jardins geométricos. Leonardo da Vinci viveu em Amboise nos últimos anos de sua vida, no Château de Clos-Lucé, a convite do rei Francisco I – ele chegou da Itália a pé, trazendo consigo três obras, entre as quais a Mona Lisa –, e foi enterrado na capela externa do castelo. Fique ligada na estrada, que é encantadora, com vilazinhas medievais  campos de morango e vinhedos.

Pit stops certeiros para taças e pratos são o Auberge Saint Fiacre, em Veuil, entre os Châteaux de Valençay e Chenonceau. Clima de taberna chique. Peça os queijos da cabra da região, como o Pyramide, e prove os vinhos locais. Para se sentir hóspede de um palácio, fique na Manoir de Contres, cercada por uma imenso parque e com um restô comandado pelo casal de proprietários, os Orsenne, que recebem como se fossem amigos de longa data. Em Amboise, reserve um tempo para se jogar na Pâtisserie Bigot, que existe desde 1913 na mesma família. Almoçar aqui – e cair de boca nos quiches e milfolhas salgados – é obrigatório, tanto quanto arrematar com os doces (a éclair de chocolat é uma loucura).