Milão está bem frio, mas sem vento, o que é uma delícia, afinal um casaco bem quentinho resolve! Hoje não choveu e o sol se pôs as 16:30h. Agora são 21h e temos a sensação de ser de madrugada.

A cidade é bem bonita e organizada, mas o que tem para fazer em Milão de legal são as compras, absolutamente diferente de Paris. É bem engraçado, mas sempre que chego num destino novo, enquanto espero a bagagem passar na esteira do aeroporto, ouço um cochicho no meu ouvido, é como se a cidade estivesse me contando o seu talento, a sua vocação.

Como quarta e quinta-feira foi feriado por aqui e bastante gente emendou – não é só no Brasil que fazemos isso (risos) – a rua está lotada de gente aumentando ainda mais o frenesi do Natal.

As lojas estão super enfeitadas e o centro comercial também. Não vou falar do Duomo e nem da galeria Vitorio Emanuelle, porque é covardia. São clássicos arquitetônicos que dispensam qualquer tipo de comentário.

No quesito gastronômico, a tal da trufa branca continua a bola da vez, sendo exibida dentro de uma redoma de vidro! Mas, de verdade, é uma baixaria de gostoso.

Enfim, estou de volta ao hotel, um pouco mais recomposta, depois de passar na Zara e garantir uma sapatilha que salvou minha dignidade. Pensei que daria conta do meu salto 15 o dia todo, mas não durei nem até as 18h. Arrependimento? Nem por um segundo! O que mais vale nas nossas viagens são as descobertas que fazemos de nós mesmos, nossos novos limites, valores, conceitos e ideias!

Se não for para melhorarmos, o que estamos fazendo por aqui?

 

Foto: Reprodução