Bom, como havia prometido, vamos as compras! 
Sabe meninas, tenho até um aperto no coração de falar em lojas aqui em Paris, com esse monte de coisas que tem para fazer. Na minha cabeça é quase uma blasfêmia, mas trato é trato, né?

As vitrines não tem decoração de se rasgar, exceto pelos produtos, é claro! E é também com um super orgulho que falo que não estamos perdendo nada. Nas grifes que temos no Brasil (Jimmy Choo, Hermès, Pucci, Chanel, Vuitton, Dior, etc) estamos super alinhados! Vitrines iguais, nas mesmas cores, combinações e inclusive em preço, se formos converter.

Mas resolvi garimpar novidades! Comecei pela Colette, porque li no blog que vai ter brasileiro por lá então resolvi prestigiar. A maior de todas as surpresas foi encontrar Sr. karl Lagerfeld bem na minha frente, enfrentando fila como qualquer cliente da loja (e bem humorado)· “São as compras de natal”, disse ele com um sorriso maroto ao moço do caixa!

Saí de lá e fui bater na Soeur, dica do guia da minha amiga Ignes (de la Fresange, bien sur ), que disse ter roupa para pessoas de 8 a 80 anos! Bom, não é bem assim; a loja é linda, mas bem jovial. Eu mesma não comprei nada para mim.

Na vitrine de Jean Paul Gaultier, vestidos de penas realmente inspiradores· elas eram costuradas sobrepostas formando desenhos étnicos, mas com uma pegada super super chique! 
Outra loja que encheu meus olhos foi a do Pierre Hardy, nos jardins do Palais Royal. Só o lugar já é um encanto, “precioso”, nas palavras da minha editora Maria Prata, ainda mais com uma exposição de sapatos surreais e usáveis. Eu queria todos!

Foto: Reprodução