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Troquei o sol, a praia e o look branco no Réveillon para passar cinco dias em Berlim com os termômetros marcando altíssimos 3°C!

Com um roteiro mais relax (não foi minha primeira vez na cidade, então, pude deixar em segundo plano os pontos turísticos obrigatórios) e equipada de luvas de oncinha e gorro com pompom, curti mais o café da manhã, a cerveja gelada na temperatura ambiente e bairros como Neuköll, novidade para mim.

Abaixo, um roteiro diário de como aproveitar a cidade se você já passou da fase de visitar a Ilha dos Museus, o que sobrou do Muro e o Memorial do Holocausto.

Vamos lá!

Sexta-feira, 30 de dezembro.

Dia de Türkischer markt, na Maybachufer. O mercado turco alterna barraquinhas de queijo feta com tecidos para estofados, frutas, frangos, chás, bijus e outros cacarecos. É bem local e a galera vai para fazer compra mesmo – com carrinho de feira e sacolonas. Vai até às 17h.

Depois de rodar por ali, fui até a KaDeWe, na Tauentzienstrasse. Bem diferente do mercado a céu aberto, a loja é tipo a Saks, de Nova York, ou Le Bon Marché, de Paris. Então, além de espiar de perto a coleção de inverno da Prada, há um piso dedicado a comida. Foi onde jantei em um dos inúmeros restaurantes orientais espalhados por ali – come-se bem gastando cerca de 12 euros.

Sábado, 31 de dezembro.

Ir para Berlim e não ir ao Butter, para mim, seria um crime. Já tinha ido no verão e na primavera e fiquei preocupada de o brunch de sábado (quando o preço é fixo e você se serve à vontade – com café e suco não sai por mais de quinze euros) ser suspenso durante o inverno (um dos charmes de lá é ficar nas mesas do lado de fora). Mas, mesmo no frio, o serviço é mantido – só é melhor chegar cedo para garantir, já que as mesas externas são recolhidas e há menos lugares disponíveis.

Obs: se você não quiser ir num sábado, nos outros dias da semana o café da manhã é servido até às 15h. Experimente as panquecas com frutas vermelhas – sonho com ela todos os dias!

Uma vez em Prenzlauer Berg, uma vez dentro de brechós. Por ali estão muitos endereços bacanas para as compras de peças de segunda mão. Imperdíveis: Stiefel Kombinat (Eberswalder Str., 21-22), com suas lojas separadas de masculino e feminino, No socks, no panties e o “complexo” VEB Orange.

Domingo, 01 de janeiro.

Quase tudo estava fechado na cidade. Quase. A Neue Synagoge e o espaço C/O, ambos na rua Oranienburguer, estavam abertos! Assim como a Tacheles que, apesar de ser bem conhecida e, para muitos, já ter perdido a essência dos prédios ocupados por artistas, sempre vale a visita – nem que seja para ver as novas colagens de Tim Roeloffs, que colaborou para a Versace no inverno de 2008 (os pôsteres custam, em média, cinco euros, dependendo do tamanho).

Já o C/O é uma instituição cultural que promove ótimas exposições fotográficas. Até 26 de fevereiro é possível ver a Ron Galella . Paparazzo Extraordinaire com a famosa sequência que o fotógrafo fez de Jackie Onassis e fora publicada na Life, em 1971. Tem também cliques do Michael Jackson (em várias fases estéticas), Mick Jagger, Andy Warhol etc. etc. etc.. A entrada custa 10 euros e sempre tem mais de uma mostra rolando.

Do outro lado da rua, fica o Kamala, um tailandês discreto (os restaurantes em frente a Tacheles colocam funcionários para “caçar” clientes na calçada…) e muito gostoso. Os pratos são lindos, a louça azul e branca dá um toque a mais, mas é tudo muito picante. Vá com calma se comida tailandesa não é sua especialidade.

Segunda-feira, 02 de janeiro.

Berlim não é o tipo de cidade que empurra a gente para as compras, mas as lojas estão lá para quem quiser. Para ter um pouco de tudo, ande pela Rosenthaler, desde o início. Tem por lá H&M, Sandro (marca francesa queridinha das modelos), M.A.C. etc.. Até a Muji fica ali perto (Hackescher Markt, 1). Não deixe de entrar na Jacuzzi (Rosenthaler str, 19). Com boa seleção de jeans, vende as camisetas da Eleven Paris com estampas engraçadas do Karl Lagerfeld (50 euros).

Terça-feira, 03 de janeiro.

Não dá para ir embora de Berlim sem aproveitar a noite berlinense. Tem para todos os gostos e bolsos: PanoramaMatrix, WeekEnd, Rosi’s, White Trash… É só escolher e se jogar.

Em tempo: não deixe de tomar o glüwein (um tipo de vinho quente) que é vendido nessa época em barraquinhas pela cidade, o copo custa 2,50 euros, e as cervejas, claro.