Tatiane diante do Heian Shrine, um dos principais templos de Quioto, construido em 1895 - Foto: reprodução / Harper´s Bazaar
Tatiane diante do Heian Shrine, um dos principais templos de Quioto, construído em 1895 – Foto: reprodução / Harper´s Bazaar

Japão, just girls. O destino da minha viagem, só com amigas queridas, parecia instigante. Tão longe e tão diferente, um lugar onde há organização e limpeza exemplares, um povo muito civilizado, paisagens lindas e templos cheios de tradição. Foram 12 dias, no último novembro, na companhia de Fernanda Vidigal, Maria Lutz, Alessandra Lati e Lorena Pinheiro Lima. Nosso roteiro incluía o suprassumo de lá: Tóquio, Quioto, Hakone, Haoshima e Osaka.

Desembarcamos e o jet leg nos pegou. Afinal, são 14 horas de São Paulo até Dubai. De lá, mais 10 horas para o Japão. Quem aguenta? Uma dormia às 18h e acordava às 3h da manhã, outra dormia às 21h e acordava às 5h… Para ajudar a nos adaptar ao fuso, muita água e as massagens sempre divinas do oriente. A capital japonesa é uma supermetrópole, uma Nova York com menos agito. Para ela, um hotel à altura: The Peninsula, de estilo asiático internacional.

A blogueira e as amigas aos pés do Monte Fuji - Foto: reprodução / Harper´s Bazaar
A blogueira e as amigas aos pés do Monte Fuji – Foto: reprodução / Harper´s Bazaar

Fala-se muito pouco inglês no Japão, e a comunicação pode ser bastante frustrante, apesar de incrivelmente divertida. Divertidos também são os passeios tradicionais, como o mercado de peixes Tsukiji – um barato observar o movimento das pessoas e a variedade de pescados. Outro mundo à parte, o templo Sensoji, o mais antigo de Tóquio. Nos bairros de Omotesando e Ginza, descobrimos a face moderna da cidade, local perfeito para compras. Enlouqueci com os itens de papelaria, os quimonos e as lojas de grife, muitas de arquitetura futurista.

Dos restaurantes, o Sawada e o Sukiyabashi Jiro Roponggi são os melhores para sushi (o chef te surpreende com suas criações e, como não fala meia palavra em inglês, muitas vezes eu não sabia o que estava comendo!). De tempura, o Rakutei tem duas estrelas Michelin (o de camarão é de comer de joelhos, com massa superfina e sequinha). Para drinks e jantar, imbatível o New York Grill, no rooftop do Park Hyatt, cenário do filme Encontros e Desencontros, com vista estonteante para a cidade.

Lobby Lounge do Ritz-Carlton - Foto: reprodução / Harper´s Bazaar
Lobby Lounge do Ritz-Carlton – Foto: reprodução / Harper´s Bazaar

De Tóquio, viajamos de van para Hakone, aos pés do Monte Fuji e local do Hakone Open-Air Museum, com uma coleção incrível de esculturas de Henry Moore. Lá, nos hospedamos em um ryokan, o Gora Kadan, hospedaria típica japonesa – você usa um quimono o tempo todo, come a comida tradicional e dorme no tatame. Ficamos três dias, mas, para mim, um seria mais do que suficiente. Senti falta dos luxos da vida moderna que logo encontrei em Quioto, após uma viagem de trem-bala. O Ritz-Carlton, onde ficamos, é contemporâneo, com spa de primeiro mundo.

Mercado de peixes em Tóquio - Foto: reprodução / Harper´s Bazaar
Mercado de peixes em Tóquio – Foto: reprodução / Harper´s Bazaar

Em Quioto, me encantei com o Templo Kinkakuji, conhecido como Pavilhão Dourado, e a bela floresta de bambu. No distrito de Gion, se perder pelas ruelas foi como uma viagem ao Japão das gueixas. No templo Kodaiji Gesshin-in, memorável a tradicional cerimônia do chá.

Nishiki Market, em Quioto - Foto: reprodução / Harper´s Bazaar
Nishiki Market, em Quioto – Foto: reprodução / Harper´s Bazaar

Próxima parada: Naoshima. Surpreendente a ilha bucólica revitalizada em nome da arte e da arquitetura. As abóboras da artista Yayoi Kusama são o highlight, assim como as construções do arquiteto Tadao Ando, que tem seu próprio museu por lá. No hotel Benesse House, também um museu, dormimos cercadas por arte. Nossa última tarde foi em Osaka: visitamos o Jardim Flutuante no topo do Umeda Sky Building, com visão panorâmica dessa cidade cosmopolita, uma despedida perfeita!