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Helo Rocha desbrava a Nova Zelândia

Diretora criativa da Atelier Le Lis destrincha a cultura que valoriza a arte handmade e toda a natureza do país

by Antonella Salem
 Caminhada por ponte suspensa no Parque Redwoods Treewalk, em Rotorua - Foto: Divulgação

Caminhada por ponte suspensa no Parque Redwoods Treewalk, em Rotorua – Foto: Divulgação

Duas grandes paixões nortearam minha jornada à Nova Zelândia: a natureza e o universo têxtil. O país do outro lado do mundo me encantou pelas paisagens maravilhosas e intocadas, pelo povo acolhedor e a riqueza cultural muito bem preservada. Viajei em abril, por uma semana, fazendo parte do projeto Terramundi Creators, iniciativa da operadora turística homônima que convida criativos brasileiros a desbravar destinos especiais mundo afora, em busca de costumes e personagens inspiradores.

Os paredões espetaculares dos fiordes de Queenstown - Foto: Divulgação

Os paredões espetaculares dos fiordes de Queenstown – Foto: Divulgação

Achei a ideia fantástica – este ano em parceria com a Air New Zealand e o turismo oficial da Nova Zelândia. Além de visitar fiordes, lagos e até cachoeiras de água quente, tive a oportunidade de viver uma imersão nas tradições do povo maori, os descendentes dos primeiros habitantes polinésios, que valorizam a arte feita à mão.

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 Os gêiseres do Te Puia - Foto: Divulgação

Os gêiseres do Te Puia – Foto: Divulgação

Minha primeira base neozelandesa foi Queenstown, a capital das atividades ao ar livre. Em meio àquele cenário espetacular ao sul da Ilha Sul, fui recebida na Fazenda Walter Peak, que cria 20 mil ovelhas da raça merino. Ali, o anfitrião, James Clouston, me mostrou o método de produção da típica lã, considerada a melhor do mundo por especialistas, resistente, que tanto refresca quanto aquece – e não pega cheiro.

 Helo à beira do Lago Wakatipu, no centrinho de Queenstown - Foto: Divulgação

Helo à beira do Lago Wakatipu, no centrinho de Queenstown – Foto: Divulgação

Em Queenstown, me encontrei com o casal amigo Bela Gil e J.P. Demasi, que também viajava pelo país. Amei passear pelas lojas e cafés do centro, subi ao Bob’s Peak para ver a cidade do alto e andei de bike à beira do Lago Wakatipu, emoldurado pelas árvores alaranjadas do outono e aos pés de montanhas nevadas.

Os gêiseres do Te Puia - Foto: Divulgação

Os gêiseres do Te Puia – Foto: Divulgação

Outra experiência linda foi o sobrevoo de helicóptero pelos fiordes da região. Pousamos no alto de um pico, andamos na neve, fizemos mil fotos e, depois, fomos navegar entre os paredões gigantes, de onde despencavam cachoeiras finas e enormes.

 Banho na cachoeira de água quentes de Kerosene Creek - Foto: Divulgação

Banho na cachoeira de água quentes de Kerosene Creek – Foto: Divulgação

Moda Maori Rotorua, cidade da Ilha Norte famosa pela grande população maori, foi palco de um encontro incrível com a estilista Adrienne Whitewood, dona da grife que leva seu nome e um exemplo de como a cultura maori se renova. Adrienne mistura motivos tribais com cortes contemporâneos. Trocamos ideias sobre tecidos, texturas e grafismos e saí de lá cheia de presentes e referências.

Helo visita a Fazenda Walter Peak, que cria ovelhas da raça merino e acompanha o método de produção da típica lã - Foto: Divulgação

Helo visita a Fazenda Walter Peak, que cria ovelhas da raça merino e acompanha o método de produção da típica lã – Foto: Divulgação

Na região de solo vulcânico também tive experiências inéditas na natureza. Foi inesquecível meu primeiro banho em uma cachoeira de águas quentes, a Kerosene Creek, aquecida pela ação das placas vulcânicas sob a terra. Brotava uma fumaça mágica ali, em plena floresta, e eu não queria mais sair da água.

Em Rotorua, caminhei, ainda, entre os poços de lava fumegante do Parque Kuirau, e conheci o processo de produção de joias feitas de jade. No almoço, acompanhei o preparo de alimentos maoris cozidos na água fervente entre os gêiseres do Te Puia, o maior centro neozelandês de cultura maori.

 Helo visita a Fazenda Walter Peak, que cria ovelhas da raça merino e acompanha o método de produção da típica lã - Foto: Divulgação

Helo visita a Fazenda Walter Peak, que cria ovelhas da raça merino e acompanha o método de produção da típica lã – Foto: Divulgação

Lá visitei uma escola que ensina técnicas tradicionais de escultura em madeira, pedra, bronze e tecelagem. E conheci a artesã Teresa Murray, que faz roupas com penas de faisão e de kiwi, ave símbolo da Nova Zelândia. Fiquei encantada com os trajes com conchas costuradas à mão sobre estruturas de palha.

Helo visita a Fazenda Walter Peak, que cria ovelhas da raça merino e acompanha o método de produção da típica lã - Foto: Divulgação

Helo visita a Fazenda Walter Peak, que cria ovelhas da raça merino e acompanha o método de produção da típica lã – Foto: Divulgação

Não resisti e fiz uma tattoo de um símbolo maori em meu braço. No fim daquele dia, fui caminhar no Redwoods Treewalk, um parque com pontes suspensas entre sequoias de mais de 70 metros, cercadas por luminárias criadas pelo designer britânico David Trubridge. Me senti flutuando naquele cenário lúdico. Deixei a Nova Zelândia já querendo voltar e trazendo um pouco do país marcado para sempre na pele e na memória.

Navegação pelos fiordes - Foto: Divulgação

Navegação pelos fiordes – Foto: Divulgação