Foto: Reprodução/Instagram
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por Anna Del Mar

Recém chegada de suas férias Marina Diniz preparou um roteiro agitado para os leitores da Bazaar. Olha só:

Parte 1 – Dublin

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Drinks

. No Name Bar. Para quem gosta de frutos do mar, Super Miss Sue, um restaurante super clean, charmoso, com uma das vieiras mais gostosas que comi! Vinhos ótimos, e pra quem gosta de Campari, Negronis muito bem feitos.

. O 777 (pronuncia-se “triple seven”) é um bar mexicano super moderno e descolado, que foge do modelo cliché de restaurante mexicano. Na entrada, um porta discreta, atravessando a cortina, um salão escurinho, a luz de velas, pé direito alto, crânios e galões antigos de tequila espelhados pelo bar. Na parede, murais de azulejos brancos com alguns desenhos ousados como o de carros low-rider e um casal tatuado, numa pegada street, urbana. No menu, ceviche de salmão fumado, guacamole e streetcorn em estilo mexicano ou shots de ostra com tequila e jalapeno. Para beber, a melhor pedida são as Margaritas. Publico cool e uma trilha sonora super animada, com remixes do Flight Facilities até Blue Boy, Blondie, Boney M. e Primal Scream.

Para dançar

. Sugiro a festa Mother. Som maravilhoso, bem disco and dance. Acontece todo sábado à noite no Copper Alley, atrás do Front Lounge. Começa às onze da noite e vai até umas quatro da manhã.

Para comer 

. Localizado na South William Street, a ruinha mais charmosa e badalada da cidade, o Damson Diner tem estilo diner. É lá que os designers, artistas e djs se reúnem pra comer algo despretensioso e embalar a noite aos drinks seguidos de uma pistinha de dança no andar de baixo. Foi lá que toquei com a DJ Aoifa Nic Anna, com nosso projeto Cat Club.

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. Minha opçõa favorita para o café da manhã é o Hatch & Sons. Dois ovos, pão de soda , bacon, salsicha e tomate assados servidos numa panelinha de ferro, um charme só. Outra opção é o The Cake Café. Um café escondidinho atrás de uma papelaria na Camden Street. A ideia é que você se sinta na cozinha da casa da sua avó: louças vintage descombinadas, bolos assados diariamente e um menu que muda de tempos em tempos.

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. Para curar a ressaca dos pints da noite anterior, a melhor pedida é o Baked Eggs (fatias de pão saídos do forno, irish bacon, dois ovos orgânicos batidos com um pouco de crème, sal e pimenta. Sensacional! Para finalizar, café expresso e uma fatia de carrot cake (bolo de cenoura, diferente do nosso, que vai com uma cobertura de cream cheese ao invés do chocolate, e um leve gostinho de canela) Divino!

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Passeios

. Em uma das manhãs de sol, eu e uma amiga pedalamos do centro de Dublin até a praia de Dún Laoghaire. Tem uma ciclovia que vai, quase que o caminho todo, pela praia. Lá tomamos aqueles sorvetes de casquinha por 99 cents, no Teddy’s , um dos mais clássicos da cidade.

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Essa uma foto que faz parte da exposição de um dos fotógrafos mais famosos da Irlanda, Aidan Kelly. Um trabalho muito legal que mistura fotografia da cidade com frases, como se o artista conversasse com a cidade. Comprei a imagem! Para procurar por discos: Urban Outfitters e Temple Bar

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Parte 1 – Londres

Drinks

O bar Crate Brewery está localizado no piso térreo do White Building, um centro de arte, tecnologia e sustentabilidade de pé direito alto, como o uma ex indústria. Os móveis e decoração são todos desenvolvidos por materiais utilizados por artistas locais, uma reciclagem criativa –  molas de cama velhas viram luminárias excêntricas, bancos e mesas de paletes servem de bancos para sentar ao lado do canal e do jardins de ervas, sem falar dos vários barcos atracados em frente ao bar, no canal, que servem como uma extensão do espaço. No bar, sempre muito lotado, seis tipos de cervejas artesanais produzidas por eles, entre outras opções globalizadas. A que mais gostei foi a Cidra, doce na medida e super fresh, ideal para para uma tarde de sol. Além das cervejas, são conhecidos também pelas deliciosas pizzas de massa caseira, crocantes, ingredientes sempre frescos e combinações e sabores muito interessantes. A de carneiro é a minha favorita!

Foto: Reprodução/Instagram
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Cultura

Fui conferir a exposição 512 horas, de Marina Abramovic, instalada na Serpentine Galleries. Sua primeira grande performance desde The Artist Is Present (O artista está presente), feita em 2010, no Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York. Dessa vez a artista se propõe a passar oito horas por dia, durante 64 dias, em meio aos 160 visitantes que a galeria do Hyde Park comporta. Funciona mais ou menos assim: são três salas, completamente vazias. Assim que você entra, recebe um fone de ouvido que isola o barulho exterior. Na primeira sala, todos os visitantes ficam ao redor de um pequeno “palco” localizado bem no centro. Aos poucos, a artista convida visitantes para subir ao palco, um por vez, com a mão sobre o ombro – por lá, coloca o convidado sobre as costas, como um carrinho, até que ele relaxe e participe da performance. Um dos seus “seguidores” pegou na minha mão e fez este mesmo procedimento.

Na sala ao lado, um de seus assistentes sugere que você caminhe, o mais devagar que puder, durante sete vezes, de um lado para o outro da sala. Na terceira e última, você é vendado e convidado a caminhar pela sala, sem rumo, esbarrando hora ou outra em outro visitante vendado. Os demais observam, tentam entender o motivo de tudo aquilo, choram, fazem posições de ioga, dão as mãos ao colega ao lado, ou simplesmente recebem aquela oportunidade como uma experiência única e especial, sentindo e não tentando entender a “moral da história”, como foi o meu caso. Pude interagir e participar de uma maneira muito íntima.