Palácio Tangará: refúgio premium na maior metrópole brasileira

Construído nos anos 1940 para conquistar uma princesa austríaca, antiga mansão em São Paulo dá lugar ao Palácio Tangará

by Vinicius Belo

O Palácio Tangará surge em Paulo São Paulo no ano de 2017, estreou dando adeus ao lema de que a cidade é only business. Viajar para São Paulo ou simplesmente sair de casa por um ou dois dias – caso você more na capital – para se ter uma experiência de descanso, sabores, arte e arquitetura tornou-se uma hiper opção para aqueles que amam um hotel e seus atributos.

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Vinicius Belo na sacada do Palácio Tangará - Foto: Wiggo Berge

Vinicius Belo na sacada do Palácio Tangará – Foto: Wiggo Berge

Minha visita ao Tangará faz jus ao nome desta seção em Bazaar, no empreendimento com 27 mil m² e que fica num ambiente privilegiado, nos 138 mil m² de vegetação do Parque Burle Marx, um oásis verde às margens do rio Pinheiro, na zona sul da cidade, pude conferir de perto que “escape” é se hospedar na maior metrópole brasileira sem parecer que ali está.

No bairro do Panamby, o empreendimento que faz parte da companhia alemã Oetker Collection, dona de outras propriedades ao redor do mundo, como o Le Bristol, em Paris, traz não só mais um cinco estrelas de peso para São Paulo como um grande reforço para o mercado de luxo no Brasil.

Palácio Tangará - Foto: Divulgação

Palácio Tangará – Foto: Divulgação

Com diárias que vão de R$ 1,5 mil a R$ 38 mil, o prédio onde hoje é o Palácio Tangará foi erguido na década de 40 pelo jet-setter Baby Pignatari, um dos herdeiros da família Matarazzo. Tudo começou com uma história de amor que não deu muito certo. Nos anos 1950, Baby Pignatari pretendia construir ali uma mansão com assinatura de Oscar Niemeyer, tudo para atrair sua pretendente, uma princesa austríaca. O flerte deu certo, eles se casaram, mas não houve tempo de casamento suficiente para terminar a obra. Apenas os jardins de Burle Marx ficaram prontos. Aliás, o projeto de Marx foi concluído nos anos 50, pouco antes de morrer. A casa inacabada foi vendida e somente em 2017 surgiu o hotel, com seu estilo neoclássico e o que há de melhor em luxo e sofisticação.

Recepção do Palácio Tangará - Foto: Divulgação

Recepção do Palácio Tangará – Foto: Divulgação

Na entrada, uma instalação de ouro no teto, da artista Laura Vinci, faz referência às riquezas minerais brasileiras. Nas paredes, cortinas de lã feitas à mão por Fernando Arias, inspiradas na Amazônia. Aliás, tangará, o nome do hotel, é um pássaro dessa região. O palácio possui 141 apartamentos, todos com vistas paro parque. Além disso, ainda oferece salas funcionais, um salão de festas com capacidade para até 400 convidados, fitness centre e spa.

Psicina do SPA - Foto: Divulgação

Psicina do SPA – Foto: Divulgação

Além de disponibilizar inúmeros tratamentos, o Flora Spa por si só já é uma “terapia”. O projeto de Patricia Anastassiadis abusa das formas arredondadas e privilegia a luz natural, iluminando o espaço. O spa é o primeiro da marca francesa Sisley no Brasil.

Restaurante - Foto: Divulgação

Restaurante – Foto: Divulgação

A alta gastronomia do Palácio Tangará também merece destaque. O chef Jean-Georges Vongerichten, aclamado com estrelas Michelin, opera mais de 30 restaurantes em cidades como Nova Iorque, Paris, Xangai e Tóquio. E escolheu o Tangará como seu primeiro endereço na América do Sul.

Apresentação: Vinicius Belo
Filmagem e edição: Wiggo Berge
Roteiro: Diogo Gardoni

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Vinicius Belo é o novo colunista da Bazaar