Julia Gastin durante safári no Quênia (à esquerda). À direita, zebras durante o passeio - Fotos: Reprodução/Harper's Bazaar
Julia Gastin durante safári no Quênia (à esquerda). À direita, zebras durante o passeio – Fotos: Reprodução/Harper’s Bazaar

A figurinista Julia Gastin ama viajar e é apaixonada por etnias. Ela conta para a Harper’s Bazaar sobre seu roteiro para três diferentes países africanos: África do Sul, Quênia e Tanzânia. Confira:

Comecei a viagem pela Cidade do Cabo, que tem clima descontraído, praia, montanha e qualidade de vida – mas com todos os benefícios de uma metrópole. Lá, fiquei em um flat na área de Camps Bay, mas a melhor dica é se hospedar no The Twelve Apostles. No Leopold, bar do hotel, tomei drinks memoráveis apreciando o fim da tarde. O bar é todo de vidro e tem vista total para a praia e para o pôr-do-sol vibrante. Em busca de outro entardecer inesquecível, preparei um piquenique na montanha Signal Hill, próxima ao hotel, dias depois.

Para me locomover de um lado para o outro, decidi alugar um carro. Com ele, dirigi até o Cabo da Boa Esperança, que fica no extremo sul da cidade, e também visitei as vinícolas em Takai, município vizinho. Em uma delas, a Constantina, conheci o restaurante francês La Colombe, um dos 50 melhores do mundo no ranking da revista The Restaurant. Os pratos são divinos, e você pode tomar o vinho feito ali mesmo. Mas é preciso reservar com pelo menos uma semana de antecedência. Tem gente que vai até lá todos os anos só para jantar. Outra boa pedida gatronômica na Cidade do Cabo é o The Test Kitchen, comandado pelo antigo chef do La Colombe.

Minha obsessão de figurinista por padrões coloridos me levou a um armarinho da Long Street, no centro da cidade. Apesar do nome, a rua não é longa, por isso é fácil de encontrá-lo. Além de metros de tecidos estampados, encomendei um caftã lindo e sob medida, que ficou pronto em apenas 48 horas.

Quarto-tenda do Naboisho Camp - Foto: Reprodução/Harper's Bazaar
Quarto-tenda do Naboisho Camp – Foto: Reprodução/Harper’s Bazaar

Depois de uma semana na África do Sul, parti para o Quênia, cheia de expectativa. Ao chegar, fui direto para Masai Nara, mais importante reserva do país, onde fiquei. Por ali, existem muitos resorts, mas escolhi o pequenino Naboisho Camp. O quarto era, na verdade, uma tenda e, todas as noites, um membro da tribo masai guardava meu sono. Pela manhã, eram eles que preparavam deliciosos pães.

Um dos membros da tribo massai, com o típico xadrez de seus trajes - Foto: Reprodução/Harper's Bazaar
Um dos membros da tribo massai, com o típico xadrez de seus trajes – Foto: Reprodução/Harper’s Bazaar

Na visita, pude conhecer o dia a dia da tribo, ver de perto suas roupas xadrezes, multicor e cheias de amarrações, entender seus costumes e o lugar onde vivem: pequenas cabanas em meio à selva. Ali, dá para acompanhar o seu trabalho e, claro, trazer alguns belos souvenirs.

O hotel ainda organizou um dos famosos safáris (ver de perto tantos animais selvagens foi demais) e uma aula com um dos documentaristas da BBC na África, que me fez sentir, imediatamente, dentro do canal de televisão.

Barco a vela ancorado em uma das praias de Zanzibar - Foto: Reprodução/Harper's Bazaar
Barco a vela ancorado em uma das praias de Zanzibar – Foto: Reprodução/Harper’s Bazaar

Da savana, segui para minha última parada, a praia na inesquecível Zanzibar, ilha da Tanzânia. Ela foi colonizada por muitas culturas – e é isso que faz Zanzibar ser tão especial. A região mistura etnias e, a cada momento, você se sente em um lugar diferente do mundo. Por lá, me hospedei no Mnemba Island Lodge, hotel seis estrelas onde já ficaram celebs como Naomi Campbell e Kate Moss. Mnemba é o nome de uma pequena e deslumbrante ilha em frente a Zanzibar. Os donos contaram que se apaixonaram e decidiram ficar quando viram esse pedaço de areia branca e o mar muito azul.

Na África, encontrei de tudo: culturas exóticas, aventura, paisagens paradisíacas e conforto. É, sem dúvida, um dos lugares mais surpreendentes em que já estive.