Foto: Divulgação

Poucos lugares no mundo nos fazem sentir um grão de areia perante a paisagens belas, imponentes e contemplativas. Victor Collor e Wendy Andrade se sentiram justamente assim em uma fuga para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (distante quatro horas de carro da capital São Luís, no Maranhão) nas três cidades que circundam o destino candidato ao título de Sítio do Patrimônio Mundial Natural da Unesco: Atins, Barreirinhas e Santo Amaro. Durante uma semana, acordaram e repousaram tendo o sol como guia e sem nenhuma preocupação com a hora, onde a ansiedade não tinha espaço no vocabulário.

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A viagem tinha um propósito: o lançamento do relógio 1858 Geosphere, de Montblanc, uma ode à natureza. A expedição teve sabor de aventura também pelo olhar desbravador, em que foram decidindo cada próximo passo da viagem diretamente de lá. Nada havia sido acertado com antecedência, desde a escolha dos passeios até as longas caminhadas pelo parque.

“A gente dava o nosso ritmo”, explica Collor. “Você acha que é sobre a terra, mas é sobre você. O conceito de deserto é provocativo para exploração do seu eu. Saí das dunas com muitas reflexões”, complementa Andrade.

Foto: Victor Collor

Com auxílio de um guia, também decidido no trajeto entre o aeroporto e o hotel, foram surpreendidos por cada vista alcançada – e inclua passeio de helicóptero nesse roteiro. “Quando sobe uma escada na Lagoa Azul e vê o horizonte, chegando ao cume, é um tapa na cara”, comenta Collor.

O local surge após uma hora balançando em um carro, sem expectativas, recorda Andrade: “impacto é a palavra que resume. Depois de subir a escada, é impressionante, infinito e lindo. Saí correndo porque as dunas dão uma sensação de liberdade, plenitude e infinitude. É confuso, mas te contagia. É de fora para dentro.”

Lembra da sensação de grão de areia nesse horizonte, lá do início? As proporções se confundem logo nos primeiros passos ao sair do carro, no topo das paisagens, já que os ventos mudam as montanhas de lugar a cada dia e o que se viu ontem não será o mesmo de amanhã e assim por diante. É comum, inclusive, os donos abandonarem as casas para evitar maiores transtornos. “Você tem de conduzir seu tempo de acordo com o lugar, pois ele também conduz e dita como a gente vai lidar com as coisas”, diz Andrade.

Nenhum dos dois conhecia o paraíso tropical, apesar de ser muito bem recomendado pelos amigos. Chamou a atenção o contraste de caos e paz que o destino tem. Enquanto os centros urbanos – como o de Barreirinhas – emanam essa atmosfera caótica, vide trânsito local e circulação massiva de motocicletas, a paz reinava em momentos como o nascer do sol bem cedo, por volta das 4h, quando já estavam de pé, e o crepúsculo em meio às areias e lagoas. O foco da viagem não era cobrir tudo, mas descobrir – a cada passo dessa jornada – a imensidão das proporções: seja pelo branco vertiginoso das areias, o azul do céu, as imensas montanhas ou a beleza natural das lagoas. Captar cada momento foi o mais marcante, pois se perdiam, se deixando levar e se surpreendendo com o inesperado.

Foto: Victor Collor

Andrade tem visão semelhante. Esse contato com a natureza o fez refletir sobre como pontua suas tarefas no dia a dia, apesar de já adotar uma rotina que privilegia esse tipo de encontro na capital fluminense, onde mora – seja dando um mergulho no mar ou evitar reuniões ao fim do dia para uma fuga até o Arpoador para ver o pôr do sol. “Odeio essa frase do ‘sem tempo (irmão)’. A gente tem, sim, para tudo, só precisa usar de forma sábia. Minha relação com ele é de sabedoria, de aprender a dar espaço para as pessoas certas, se autoconhecer e executar o que a vida e o corpo te pedem”, prossegue. Como “o tempo não para”, já dizia Cazuza, e é melhor assim. “Seria muito chato”, finaliza Andrade.

Entre as refeições, três momentos ficarão guardados para sempre na pasta do HD chamada memória afetiva: o cabrito no coco, na casa de D. Losa (um dos mais saborosos), caldo de peixe fresco do Seu Massu, uma tainha suculenta, temperada com sal, coentro e água, além do peixe na brasa, da comunidade de pescadores locais – outra tainha, agora com farinha grossa para acompanhar e, claro, comer com a mão porque sentir o alimento faz parte da experiência sensorial. “Nenhuma foto ou filmagem faz jus ao que se vê no lugar. É chocante a sensação de estar lá. Profunda imensidão”, finaliza Collor. Poesia pura!

Jornada de aventura

Fotos: Acervo Pessoal

O cronógrafo de complicações inovadoras e adornos requintados faz parte da coleção inspirada nos relógios de Minerva das décadas de 20 e 30. Inspirado pelas explorações do lendário montanhista Reinhold Messner, o relógio homenageia sua jornada de cinco semanas pelo deserto de Gobi, em 2004.

Por isso, o Montblanc 1858 Geosphere Limited Edition 1858 reproduz cores do terreno rochoso, com caixa de bronze e acabamento acetinado com uma gravação especial na parte de trás da caixa, bisel bidirecional feito de cerâmica marrom brilhante, mostrador laqueado bege e marrom fumê em uma pulseira Sfumato marrom vintage. Bazaar ama!