Amalia Spinardi exclusiva para a Bazaar - Foto: Nicole Fialdini/Harper's Bazaar
Amalia Spinardi exclusiva para a Bazaar – Foto: Nicole Fialdini/Harper’s Bazaar

Por Pedro Diniz

6h45
Sou uma mulher matinal. A primeira coisa que faço é preparar um suco verde, por recomendação do Roberto Kalil, meu cardiologista há anos. Minha pressão oscila bastante e o suco ajuda muito a controlá-la.

7h15
É um dos poucos momentos do dia em que fico com meu filho, Joseph. Como só vou vê-lo à noite, quando chego do trabalho, e ele, da escola, gosto de sentar à mesa e tomar café da manhã ao seu lado. O Roberto, meu marido, viaja bastante, passa muitos dias fora do Brasil. Então, tento ao máximo estar junto dos dois nesse horário. No caso do marido, ao telefone.

9h
Meu dia começa de fato. É quando assumo meu lado control freak e faço mil coisas ao mesmo tempo. Não sou metódica, apesar de seguir uma rotina e tentar ao máximo ser fiel a ela. Três vezes por semana, geralmente às segundas, quintas e sextas-feiras, vou à academia daqui do prédio, onde faço musculação com um personal trainer. Quando volto, tomo um banho, aplico óleo corporal da Clarins e hidratante com protetor solar.

10h
O trabalho começa em casa, na frente do computador. O ofício de um estilista de beachwear é diferente do de prêt-à-porter. A pesquisa em cima de estampas é intensa e não há espaço para grandes invencionices na modelagem. Procuro inspiração em feiras, viagens, em sites, no Instagram, enfim, em tudo… No meu caso, também controlo todas as contas da Jo de Mer, na ponta do lápis.

11h
Sou prática quando se trata de escolher a roupa do dia a dia. Meu filho brinca que, às vezes, pareço um homem. Não sou de usar muita maquiagem, apesar de cuidar bastante da pele, e só ponho um bom jeans (um de meus preferidos é da Stella McCartney) e escolho uma blusa confortável para a labuta. Nunca ponho vestido.

12h
Saio de casa, passo no banco para resolver qualquer questão relacionada às contas e vou direto para o escritório. Costumo comer pouco tempo depois. Os restaurantes Maní e Santo Grão são meus prediletos para o almoço.

14h15
As tarefas no escritório são bem distribuídas e o corre-corre é constante. Lido com nove pessoas que trabalham diretamente comigo. Penso todo o trabalho de criação como a editora de moda que já fui, na revista Capricho. Tudo está separado em minha cabeça em imagens e tópicos. Das grades de produção para o mercado internacional e compras de tecido aos petit comités que organizamos para lançar as coleções.

Por dentro do ateliê da Jo de Mer - Foto: Nicole Fialdini/Harper's Bazaar
Por dentro do ateliê da Jo de Mer – Foto: Nicole Fialdini/Harper’s Bazaar

16h30
É hora de dar uma pausa para bobagens necessárias. Vou comprar pipoca doce, que adoro, e um bolo de fubá para acompanhar um espresso. Aliás, nessa hora já estou no meu sexto café do dia. Uma das melhores invenções, para mim, é a máquina de café espresso para ter em casa.

19h30
Chego em casa para assumir os papéis de mãe e dona de casa, mais uma vez. Olho a lição de casa do Joseph, que janta à mesa comigo. Aproveito para dar uma checada, mais uma vez, no Instagram da Jo de Mer.

22h
A família já comeu e aproveito para ver revistas e ler algum livro. Como designer e ex-editora de revista, sou viciada em publicações impressas. Tenho assinaturas de revistas de moda, celebridades, notícias… Não vejo filmes todos os dias, mas, quando o Roberto está aqui, assistimos a alguma coisa juntos e planejamos o fim de semana. Não gostamos de sair à noite.

23h30
Um chá de boldo e cama.