Foto: Larissa Kreili, com retouch de Fernanda Carnevali

Morando em São Paulo há um ano, a cantora Marina Sena compartilha bastidores da gravação do álbum “Vício Inerente”, enquanto se prepara para lançar nova turnê com Europa na rota. Bazaar passou 24 horas com a artista e entrega tudo sobre a sua rotina. Descubra:

12h

Se eu não tiver nada para fazer, acordo meio-dia. Gosto de dormir! A primeira coisa que faço é ir ao banheiro, acordo muito apertada. É instantâneo! (risos). Acordo o mau humor em pessoa, não fale comigo pela manhã. Só desperto depois de um banho, do skincare e pronto. Estou renovada! Aí posso começar o dia.

No café da manhã, tomo um suco ou como uma frutinha. Melão, banana, maçã e morango. Às vezes, faço uma tortilha com queijinho. Fico no celular o dia inteiro. Já acordo apagando incêndio e resolvendo problemas burocráticos, aprovando 300 coisas (gargalha). Mesmo que tenha outras pessoas na equipe, sempre tem o meu OK.

Na parte musical, somos só eu e o Iuri (Rio Branco, produtor e namorado) e a gente mora junto. Acabei de lançar o álbum “Vício Inerente”, mas antes do “De Primeira” (antecessor), a gente já tinha música pronta. Nunca paro, independentemente se for para lançar ou não. É uma rotina! A sonoridade é bem diferente do anterior, são 12 músicas, mas poderiam ser 18 se quisesse.

Foto: Fernando
Thomaz/Divulgação

14h

Minha comida favorita é estrogonofe bovino. Quando não estou com vontade de comer nada, pode pedir que vou comer. Macarrão à bolonhesa, também. Às vezes, só arroz e feijão com um ovinho frito em cima e saladinha. Não tem jeito!

16h

Gosto muito de fazer as coisas em casa. Se pudesse, não saía para nada. Há um ano, aluguei um apartamento em São Paulo, que amo, e não dá vontade nenhuma de sair: sofazão e TV gigante, estúdio. Quando estou livre, também malho em casa de três a quatro vezes por semana. Se não tiver ensaio pela manhã, me reúno com o meu balé para a nova turnê (estreou dia 5 deste mês em São Paulo, no dia seguinte, no Rio de Janeiro, e depois seguiu rumo à Europa). O fato de eu estar experimentando a dança, me deu outra vivência com a música.

Além de ter muito o que eu queria cantar, o novo trabalho também tem o que queria dançar. Ele é todo dançante, mesmo as músicas mais lentas, com referência dos anos 1990 e 2000.

19h

Como eu e Iuri moramos juntos não tem muito essa coisa de folga. Mesmo sem trabalho, a gente vai para o estúdio gravar. É tudo misturado! Espero que nunca acabe porque a melhor parte são esses momentos inesperados em que a criação vem, fica natural e espontâneo. Do nada, tem uma ideia e vai para o estúdio. Iuri não, mas gosto muito de fazer música de madrugada. Às vezes, começava algo e, quando ele acordava, falávamos para desenvolver.

Foto: Fernando
Thomaz/Divulgação

21h

Faço terapia uma vez por semana. Não gosto de comer besteira, e, quando dá, saio para jantar. Em São Paulo, você consegue comer pratos de qualquer lugar do mundo, seja uma iguaria peruana, japonesa ou árabe. Também peço delivery de países com culturas diferentes.

Estou morando aqui há um ano e meio. É um lugar propício para trabalhar. E também do encontro de culturas, tanto do Brasil como de fora. Encontra-se gente de qualquer lugar do mundo e acho isso muito interessante, porque me acrescenta muito como artista. Também adoro ir em shows dos meus amigos, em festivais com artistas gringos.

23h

Assisto muitos animes do Studio Ghibli (japonês). Tô fissurada! Iuri gosta de ver crime. Você abre a Netflix e só tem true crime, documentário, máfias italiana e chinesa (risos). Gosto bastante, também. Não sou a maior fã de documentário, sou mais do drama. Prefiro um filme dramático! Documentário só se for de música ou de artistas.

Foto: Fernando
Thomaz/Divulgação

00h

Ele sempre dorme antes de mim, por volta da meia-noite. Aí vou para a sala. Também gosto muito de jogar buraco. Qualquer oportunidade que tiver para jogar baralho durante o dia, vou jogar. Às vezes, online.

Sou uma pessoa de muita fé, mas não tenho rotina religiosa. Costumo rezar, tenho a minha santinha, Nossa Senhora Aparecida e Oxum – entidades com as quais comunico e me identifico. Faço skincare antes de dormir, coloco a touca de seda no cabelo e boto alguma coisa para assistir, porque não gosto de dormir no breu. Durmo sempre com alguma luzinha ligada, bem tarde, por volta das 4h da manhã!