Foto: Reprodução/Harper’s Bazaar


10:00

Não acordo muito cedo, apesar de gostar do dia. Quando desperto, vou até a sala do apartamento [em Higienópolis, São Paulo] ficar com meus dois gatos: Sock, um vira-lata importado de Manhattan, e Tiger, um Bengal molecão.

10:30
Na sala, abro o computador para conferir os e-mails. Nada relacionado à Neon, mas, sim, a projetos de styling, curadoria e licenciamentos com meu nome. O banho é rápido. Quanto às roupas, sou bem prático, não demoro mais de dez minutos escolhendo o look. No verão, sempre estou de caftã. Tenho uns 150 no armário, a mesma quantidade de turbantes e umas dez sapatilhas, que estrago bastante – como sou muito ativo, tenho de trocá-las sempre. Uso vários acessórios, daí separo numa caixa os 30 de que mais gosto para facilitar a escolha. Tenho vários da Christine Yuffon e, às vezes, saio parecendo uma cozinha, com tanta panela e colher no corpo.

11:00
Mas minha cozinha mesmo é a Padaria Aracaju. Lá, todo mundo me conhece há bastante tempo. Costumo pedir um café da manhã reforçado, tipo american breakfast: ovos mexidos com salmão, café com leite e suco.

12:00
É a hora em que Marcelo, meu assistente, chega. Conversamos sobre compromissos e passo algumas atribuições a ele. Nos últimos anos, meu lado empresarial está mais aflorado. Cuido de muita coisa ao mesmo tempo e aprendi a dividir funções. Nessa hora, sou da Neon, e pego o primeiro táxi do dia até nosso quartel-general, na rua Campevas, em Perdizes. É nas corridas que, muitas vezes, me inspiro. Nunca converso com o taxista, por que é o momento de parar e contemplar o que está à minha volta. Gosto de olhar as pessoas, o que elas vestem e imaginar por que elas estão daquele jeito.

O estilista desenhando em seu ateliê – Foto: Reprodução/Harper’s Bazaar

13:00
É a hora em que costumo chegar à Casa Neon. Discuto produções de moda agendadas, novos negócios que foram fechados e tudo o que houver de novidade na agenda de vendas. Em frente à minha sala fica a da Valeria, nossa gerente financeira. A segunda reunião do dia é uma das mais importantes, claro, porque discutimos a viabilidade das ideias e dos projetos.

14:00
É nessa hora que arregaço as mangas e subo e desço escadas para encontrar com Rita, minha sócia. Nosso processo é bastante dinâmico. Enquanto ela cuida mais da produção e da modelagem das roupas, foco no branding e nas estratégias de marketing. Uma estampa Neon, por exemplo, pode demorar dois meses até ficar pronta. Dedico pelo menos uma hora às redes sociais, que são plataformas essenciais de comunicação da empresa hoje em dia – tanto a página no Facebook, We Love Neon, quanto nosso site, e o blog. Se não passo na casa do meu irmão, Kiko, que mora perto da Neon, peço um lanche. Meu almoço é muito leve, porque prefiro comer bem à noite.

18:00
Costumo ir embora neste horário. Ultimamente, tenho voltado a pé, um exercício que estou implementando em minha vida. Amo o crepúsculo, a cor rosada sobre os prédios e é nesta hora que me sinto mais disposto. Fecho tudo com Marcelo, que está à minha espera com as novidades do dia e com o feedback de assuntos que podiam esperar meu retorno.

20:00
Os amigos chegaram. Todos os dias vêm aqui, pois minha casa é ponto de encontro. A maioria mora perto, como a fotógrafa Camila Levy e o diretor de arte Kleber Matheus. A turma se reúne e vai jantar. Como amo comida japonesa, comemos sashimi e temaki. Próximo daqui, há o Sushi Papaia e o Temakeria, nos quais bato ponto. Quando preciso de proteína, como um bife ancho muy bueno no argentino Corrientes. Depois, ou vamos a alguma festa – são, pelo menos, duas por semana – ou voltamos para casa.

2:00
Meu ritual de sono se resume a vestir apenas minha underwear ou caftã, porque sou muito calorento, e espalhar pelo menos vinte dos meus cinquenta travesseiros e almofadas pela cama. Conforto máximo. Nunca uso meias e gosto de assistir a um pouco de televisão nesta hora.

Assine a Harper’s Bazaar