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24 Horas: um dia na vida da artista Daphne Guinness

Ícone fashionista abre sua agenda com exclusividade para a Bazaar

by elav
Daphne Guinness, em 2012, com a mecha e o penteado que viraram suas marcas-registradas - Foto:reprodução

Daphne Guinness, em 2012, com a mecha e o penteado que viraram suas marcas-registradas – Foto:reprodução

7:00
Costumo acordar sozinha, desde que tenha tido uma boa noite de sono. Mas sou bem noturna quando estou trabalhando. Se até as 10H ainda não levantei, a empregada bate na porta do quarto. Não gosto de despertador.

7:30
Tomo uma xícara de chá inglês com leite e duas colherzinhas de açúcar, e isso me traz de volta à vida. De vez em quando esqueço de tomar café, mas, se tenho fome, como um pãozinho ou uma torrada com marmite [pasta feita de levedura, típica da Inglaterra]. Em geral dou uma olhada nos jornais enquanto como, ou então quando estou no carro ou no avião, a caminho de alguma reunião. Gosto de ler o International Herald Tribune e o Financial Times. E também o Huffington Post.

8:00
Tento fazer um pouco de cross-training, mas também adoro nadar.

8:30
Tomo um banho quente de banheira. Nada restaura tanto a pele quanto adicionar um pouco de azeite de oliva à água. Canto ou escuto música enquanto estou na banheira. Meus músicos preferidos são Bob Dylan, Lou Reed e David Bowie. Gosto de maquiagem – minhas marcas preferidas são Charlotte Tilbury, Tom Ford, M.A.C e Nars. Dentre meus aromas preferidos estão patchouli e tuberosa. A história do meu cabelo, na verdade, é meio sem graça. A mecha branca aconteceu por acidente, com um amigo que é cabeleireiro, e acabou ficando. Virou uma marca minha. Às vezes, eu mesma faço, e sempre que viajo levo um estoque emergencial de peróxido. Não sei viver sem laquê Elnett, da L´Oréal. Uso xampu e condicionador Kérastase.

9:00
Saio da banheira e escolho minha roupa enquanto escuto música bem alto. Demora menos do que as pessoas imaginam. Eu me visto de forma intuitiva, dependendo do meu humor. Gosto de me vestir de um jeito experimental, mas, quando fico em dúvida, uso um terno Chanel ou um vestido McQueen cinza que vai até o joelho. A maioria dos meus sapatos é Natacha Marro ou Noritaka Tatehana. Às vezes, uso um turbante ou um lenço, e amo joias – principalmente broches. Fico uma fera quando quebro alguma coisa, seja um copo ou uma unha. Mas acontece quase todo dia.

9:30
Sempre saio de casa com uma bolsa, e dentro dela tem um iPod e um fone de ouvido. Ainda preciso me libertar do chiclete Nicorette. Por isso, saio com um bom suprimento também. Só Deus sabe quantos eu masco, devem ser uns dez por dia. Levo ainda um caderno e uma caneta-tinteiro. Meu meio de transporte preferido é o trem, imbatível. O que é engraçado é que tenho apenas um carro – um velho jipe de exército, que nem funciona mais. Costumo usar táxi, e só dirijo quando estou em Los Angeles, onde alugo um Porsche. Não há nada como o vento nos cabelos e o sol da Califórnia na pele.

A artista em um editorial feito por Bryan Adams para a Harper's Bazaar UK - Foto:Bryan Adams/reprodução

A artista em um editorial feito por Bryan Adams para a Harper’s Bazaar UK – Foto:Bryan Adams/reprodução

10:30
Leio o primeiro e-mail do dia quando me lembro de fazê-lo. Queria que a gente voltasse ao tempo do fax; gosto de ter algo palpável nas mãos. Mas sou melhor com o celular. Tenho dois Blackberries (um americano e um inglês) e um iPhone. De todo modo, sempre que possível tento escrever à mão para meus amigos, e me correspondo quase diariamente com meus seguidores do Twitter.

12:00
Quando não tenho reuniões a tarde, ouço música e desenho. Quando tenho um ensaio fotográfico, costumo beber uns dois Red Bulls diet.

18:00
Não gosto muito da palavra “excentricidade”, mas minha assistente se diverte quando coloco meu cartão de crédito dentro de uma tigela com água, no freezer. Faço isso quando estou gastando demais. Em Nova York, gosto de comprar na Barneys. Uso muitas roupas do Rick Owens – os casacos e jaquetas de couro são demais. Em Londres, circulo pela Selfridges, e sempre que posso vou ao ateliê do Gareth Pugh, ou ao de Virginia Bates, em busca de peças vintage. Minha livraria preferida é a Heywood Hill, em Mayfair. Minha tia-avó, Nancy Mitford, trabalhou lá durante a guerra, e acredita-se que muitos de seus livros sofreram a influência daquela época.

19:00
Não gosto de agendas certinhas, principalmente quando se trata de comida. Como muito sushi. Vou muito ao Ikeda, em Londres, mas quase sempre como em casa. Também adoro comidas tradicionais inglesas: frango assado, sopas e arroz-doce de sobremesa. Meus mimos preferidos são pipoca e picolé. E bebo tequila Patrón – é ótima.

20:00
Não saio muito, mas sempre é divertido sair com meus filhos.

23:30
Sou meio viciada na Amazon. E o Net-a-Porter é de matar: entro no site tarde da noite. Para relaxar, escuto música, medito e, de vez em quando, faço massagem. Leio sempre que posso. Anna Karenina é meu livro preferido, e nunca me canso de Nabokov. Também leio muitas revistas, como The New Yorker, Foreign Affairs e Harper’s Bazaar. Meu filme preferido é 2001: Uma Odisseia no Espaço, e amo assistir a Game of Thrones, na HBO. Coleciono livros, obras de arte, joias, aparelhos de som antigos e borboletas – tenho uma parede cheia de borboletas empalhadas.

00:00
Quando estou trabalhando, vou para a cama só às cinco da manhã. Mas, quando não tenho trabalho, às vezes deito à meia-noite. Meu quarto não tem nada de muito diferente – fotografias nas paredes, travesseiros na cama. Gosto de lençóis brancos, sem estampa. Uso da marca Porthault. Durmo à moda antiga: simplesmente deito e fecho os olhos.

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