24h com Marina Diniz

Trocamos o dia pela noite com uma das djs mais requisitadas

by redação bazaar
Foto: Divulgação

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Por Caio Zalc

Quer Marina Diniz pilotando o seu casamento? Pois é melhor se apressar, todos os sábados de sua agenda estão fechados até junho de 2017. A DJ é um estouro. Começa a tocar na quarta-feira – às vezes, na terça – e só descansa na segunda-feira seguinte. Bazaar Noiva passou um sábado com ela e sentiu na pele o que é dormir 3 horas numa noite e reger a pista de uma festa com 220 (!) músicas por 10 horas seguidas. Solta o som, DJ!

12:00 Toca o alarme. Se fosse terça, quarta ou quinta-feira, o bipe teria acordado Marina 3 horas e meia antes, mas sábado é dia de casamento e de ficar muitas horas sem ver uma aconchegante cama. Neste horário, ela toma um café da manhã reforçado. Na verdade, não tão recheado quanto os preparados pela Lu, que trabalha na casa durante a semana. “A Lu faz um bolo delicioso que me lembra a casa dos meus pais, no interior de São Paulo. E sempre prepara ovos mexidos ou tapioca, depende do dia”, conta. Entre uma mordida e outra, ela aproveita para responder os e-mails e checar os horários da semana com sua assessora, Thaís Ribeiro.

13:00 Marina é ponta firme com todos os seus compromissos. Faltam muitas horas para ela dar o play, mas seus pensamentos já estão focados no evento que está por vir. “Não gosto nem de marcar um almoço com amigos, pois é um dia muito especial para o casal e não pode haver erros. Ligo meu computador e abro a pasta com o nome da noiva, contendo tudo o que conversamos na última reunião, que normalmente acontece um mês antes do grande dia. Lá tem a música da entrada, a que vai abrir a balada, informações importantes, como a banda que vai tocar ou as atrações-surpresa etc.”, diz. Esse momento pré-casamento é tão sagrado que Marina não pratica nem seu esporte favorito – durante a semana, ela é figurinha fácil no Ibirapuera, onde corre praticamente todos os dias.

17:00 Hora de se arrumar. “Quando o casório é em São Paulo, gosto de ir ao cabeleireiro, mas costumo fazer maquiagem e cabelo sozinha. Coloco um monte de bobes no cabelo”, ri. Seu uniforme de trabalho é sempre um vestidinho ou uma calça
social com camisa e um lenço para arrematar.

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19:00 Marina chega ao casamento no horário que está marcado no convite. O tempo entre as pessoas chegarem,a cerimônia religiosa acontecer e as pessoas mudarem de sala é o suficiente para ela montar a mesa de som, conferir se o rider técnico (os aparelhos de som) está ok, conectar o computador e checar se a iluminação ambiente está como o combinado – sim, ela gosta de participar até do projeto de iluminação, para garantir o sucesso da noite.

20:00 “Eu não gosto de abrir as portas do salão com aquelas músicas bossa-nova americanizadas ou com alguns hits de jazz. Prefiro começar com um clima bacana, misturar Grace Jones com Stevie Wonder, por exemplo, respeitando o ritmo natural de um início de festa”,
garante. Enquanto as pessoas estão chegando, Marina aproveita para jantar, afinal, quando os noivos chegam na pista, é dada a largada: tocar até o sol raiar no dia seguinte.

22:00 Cada festa tem um cronograma diferente, por isso é muito importante que Marina esteja em sintonia com a assessora do casamento. De qualquer forma, sabe-se que os noivos podem entrar no salão em instantes, então ela deixa as músicas de entrada e da primeira dança de casados à mão. Ah, e os sons que vão aquecer a pista também. Depois do brinde, espera-se que ninguém mais saia do point de dança. “Existem diversos perfis de festa, mas a responsabilidade de sucesso do casamento sempre acaba sendo minha. Claro que a bebida, a iluminação e todos os outros fatores que fazem parte de uma festa são determinantes, só que os convidados sempre atrelam o sucesso da festa à animação da pista de dança”, conta

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6:00 A adrenalina se mantém alta durante toda a festa. Ela só começa a abaixar a guarda quando a assessora comenta que deu o horário contratual do salão ou quando ela indica que os noivos já se foram. Se os convivas também já estão de saída, Marina nem pestaneja – pega o computador, pen-drives, seus equipamento e vai embora.

7:00 Se o casamento tiver acontecido em São Paulo, Marina toma café da manhã, um belo banho e corre para a cama. Como na maioria dos casos a comemoração acontece fora da capital, ela ainda tem de passar no hotel, buscar suas coisas e fazer check-in no aeroporto. “Eu não consigo dormir no voo para por conta da agitação da festa; meu pique só começa a abaixar quando estou quietinha em casa”, garante. O que significa que – acredite! – ela só fecha os olhos no mesmo horário em que ela acordou no dia anterior. “Todo o esforço vale a pena no final, porque eu amo fazer casamentos!”