Por Dudi Machado | fotos Christian Maldonado | styling Giovana Refatti | set design Tissy Brauen

Giuliana vestebody e saia de sua marca; sandálias Jimmy Choo. Poltrona Amoebe para Vitra e obra de Bruno Dias - Foto: Christian Maldonado
Giuliana veste body e saia de sua marca; sandálias Jimmy Choo. Poltrona Amoebe para Vitra e obra de Bruno Dias – Foto: Christian Maldonado

Giuliana Romanno, a própria, e a marca que leva seu nome, vivem momento de celebração. Prestes a completar uma década de moda, com trajetória consistente e promissora, vê o mesmo acontecer na vida pessoal, comemorando dez anos ao lado do marido, o empresário Cristiano Baran. Business woman de formação, cursou Economia na Faap e passou por três bancos para, finalmente, se encontrar na moda. “Me desiludi com a história do all about money. No final, já estava usando as máquinas incríveis do escritório para imprimir referências. Acho que foi a deixa para me demitirem”, relembra, com humor. Foi sua salvação.

O início da marca se deu da forma mais artesanal possível, tudo cortado e costurado em sua própria casa, transformada em ateliê, como manda o figurino. Em pouco tempo, a demanda, especialmente a do atacado, deu o impulso decisivo para o negócio ganhar corpo. A chegada da sócia, a economista Fabiana Delfim – cliente desde o início –, foi determinante nesse processo de crescimento. A flagship está há quatro anos nos Jardins, em São Paulo. Além dela, há 55 pontos de venda pelo Brasil e presença internacional, como no Le Bon Marché, em Paris. “Trabalhar com moda é insano, tem de ser de alma. Se não for, digo logo que a pessoa deve seguir outro caminho.”

Foi com seus bodies que Giuliana ganhou fama (e sucesso comercial), mas, desde sua estreia no SPFW, dois anos atrás, a marca tem evoluído muito a cada coleção. Entre os pontos fortes estão os materiais de qualidade e o acabamento manual, além de sua afiada alfaiataria – uma das mais sexy do País. O resultado salta aos olhos. Ela tem aprimorado sua modelagem e a pesquisa de materiais. “Tenho vontade de trabalhar com bons tecidos. As formas já foram desenvolvidas. O que me interessa é a nova tecnologia, o que está na base do processo”, explica Giuliana, que gosta de ver o crescimento orgânico pelo qual a grife passou: “A marca deu pulos, não saltos. Eu e a Fabiana somos economistas, temos os pés no chão”.

Abraçando os 40 anos em sua plenitude – e plena forma –, a virginiana com ascendente em Gêmeos é mãe de dois meninos, Pedro, 7, anos, e Antonio, 4, apaixonados por futebol, como o pai. Três são-paulinos contra uma corintiana. Drama em família em que vence a maioria, sem pênalti. Bicicleta e muay thai são os esportes preferidos de Giuliana, praticados, quando possível, em casa mesmo. Afinal, este é o sentimento que percorre o lar dos Romanno-Baran, no Jardim Paulistano, projeto da arquiteta e amiga Paula Bittar. “Nós queríamos algo amplo, arejado, com o jeito dos lofts de Nova York e Londres, tijolos aparentes de demolição, bastante concreto, materiais brutos e uma cozinha aberta.

Blusa, saia e sapatos, tudo Salvatore Ferragamo - Foto: Christian Maldonado
Blusa, saia e sapatos, tudo Salvatore Ferragamo – Foto: Christian Maldonado

A convivência em família é total, exatamente como pensamos.” A cozinha, aqui, é protagonista – é nela que recebem os amigos e de onde saem os sourdough breads, pães de fermentação natural feitos por Cristiano, aos fins de semana, e entregues pessoalmente. “Cada vez escolhemos um casal de amigos. Eu e o Pedro, de bike, Tom na cadeirinha e Cris no skate.” Da farinha à carne, tudo é certificado, natural e saudável. O novo brinquedo do clã é uma máquina de sucos cold-pressed que Giuliana trouxe recentemente de Nova York. Tudo na vibe das resoluções para o ano que acaba de começar: a volta à ioga, à meditação, à terapia… “Quem mora em uma cidade como São Paulo precisa ter esses momentos para se ajustar. O ritmo de vida aqui is not for beginners…”

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