Cecilia Dean / Foto: Henrique Padilha

Por Amanda Zacarkim

Uma das editoras mais celebradas do mundo da moda e player do mercado de arte internacional, Cecilia Dean está em São Paulo para acompanhar o SPFW e lançar a Visionaire 62: Rio.

A edição que traz imagens em 3D de pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro e conta com participações icônicas como Vik Muniz, Gisele Bündchen, Lea T, além de cases de estilo assinados pelos irmãos campana e pela artista Beatriz Milhazes.

Harper’s Bazaar prestigiou o lançamento da nova Visionaire e conversou com exclusividade com a top editora para conhecer sua relação com o Brasil por meio de suas apostas em moda, design e arte.

Confira nosso bate-papo:

Harper’s Bazaar – O que você mais gosta nas suas passagens pelo Brasil?
Cecilia Dean – Eu não venho ao Brasil com tanta frequência como gostaria, mas adoro o país. São Paulo é um grande centro e é interessante tudo o que acontece em termos de arte, moda, as galerias… Tudo é muito instigante! Eu realmente gosto de todos os brasileiros que conheci aqui, nas minhas vindas anteriores.

Bazaar – E por que o Rio foi escolhido como tema e cenário para a Visionaire 62?
Cecilia – É engraçado mesmo o lançamento dessa edição acontecer em São Paulo e a revista ser sobre o Rio. Quando se pensa no Brasil, logo vem à cabeça todos os  cenários famosos que estão no Rio, como a praia de Ipanema, as favelas e o Corcovado. Mas, por outro lado, São Paulo é onde os negócios acontecem, como por exemplo a minha parceria para a Visionaire 62 é com o Shopping Iguatemi, que está baseado na capital paulista. Acho que essa edição representa isso: visualmente está no Rio mas os negócios estão em São Paulo.

Bazaar – Como foi o processo para fazer essa edição da Visionaire 62: Rio?
Cecilia – Foi bem dificil (risos). Eu entrei em contato com todos os artistas e liguei para os irmãos Campana e para Beatriz Milhazes, que fizeram os cases dessa edição, porque sempre gostei da ideia de ter cases múltiplos – é mais divertido. Fui visitar os Campana no estúdio em São Paulo e lhes disse sobre o projeto. Nada estava pronto, ainda, eu tinha apenas alguns rascunhos e explicações. Eles estavam muito interessados em fazer colagens, e o case deles se tornou uma colagem do Jardim Botânico. Beatriz Milhazes, na minha opinião, é uma das artistas mais famosas e representativas do Brasil. Eu conheço a galeria dela em Nova York e pude encontrá-la pessoalmente em Miami para falarmos do projeto, ela foi muito amável. No fim, a edição demorou mais de um ano para ficar pronta.

Bazaar – Quais são suas marcas e designers favoritos do Brasil?
Cecilia -Eu realmente gosto do que a Osklen está fazendo, especialmente em relação à sustentabilidade e com ótimas roupas que seguem esse princípio. Também acho que a Neon é muito divertida. Sempre acompanho o Alexandre Herchcovictch, que desfila aqui, mas também em Nova York. E também Pedro Lourenço, que veio de um background muito talentoso e obviamente merece atenção.

Bazaar – Você tem peças de designers brasileiros em seu acervo pessoal?
Cecilia – Eu tenho um lindo vestido Tufi Duek, de quando ele ainda assinava as coleções de sua marca. Tenho ainda um outro vestido maravilhoso, mas sou péssima com nomes, não consigo me lembrar a marca…

Bazaar – Como você pode definir suas escolhas de estilo?
Cecilia – Eu sempre penso em roupas confortáveis para viagens como essa. Para hoje, por exemplo, escolhi um vestido reto de malha por ser fácil de enrolar e guardar na mala (risos).

Bazaar – Há galerias e lugares que você pretende visitar nestes dias em São Paulo?
Cecilia – Sempre vou à Galeria Fortes Vilaça, vou tentar visitar Luciana Brito e também a Galeria Vermelho. Hoje fui ao Instituto Tomie Ohtake, amei o espaço.