Foto: Divulgação
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por Giuliana Mesquita

8:30 Não gosto de acordar muito cedo e durmo pelo menos sete horas por noite. Levanto e vou direto para a cozinha espremer um limão com água quente, que tomo em jejum todos os dias. Tomo banho enquanto o limão faz efeito e, quando acabo, já tomo o café da manhã. Não sou muito adepto de produtos de beleza. Por ser descendente de árabe, isso me favorece um pouco. Antigamente, passava um creme chamado Ouro, para as olheiras, mas parei há algum tempo. Aos domingos, aproveito a manhã para correr no Parque Ibirapuera ou no Museu do Ipiranga. Costumo fazer 7,5km em 40 minutos. Quero começar a correr pelo menos três vezes por semana, mas, no momento, só encontro tempo aos domingos.

9:30 Chego à fábrica, que fica do lado da minha casa, e sento-me com minha secretária para ver as questões do dia, contas a pagar, etc.

10:00 Dou uma rodada pela fábrica inteira, por todos os departamentos, para ver o que está acontecendo. Minha sala fica no departamento de estilo. Hoje, temos os escritórios da Cavalera e da Zoomp, marca que estava em longo processo de recuperação judicial e conseguimos comprar, após uma série de acertos com a lei, em 2015. Estamos, eu e a coordenadora de estilo, a estilista Emilene Galende, nas primeiras coleções, mas ainda não temos data certa para a apresentação – deve ser no início do 2017. Na Cavalera, converso muito com os estilistas Betinho Hiar e Jessica Lengyel. Sempre gosto de estar a par do caminho que eles estão seguindo. Deixo a primeira reunião do dia sempre para as 11h, assim consigo verificar o que todas as áreas estão fazendo.

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12:30 Duas vezes por semana, almoço na casa da minha mãe. Ela tem 90 anos e eu adoro ouvir suas histórias. Comida de mãe é sempre muito boa. Quando não almoço com ela, deixo para comer mais tarde, às 14h. Não sei fritar um ovo, então, sempre tem algo pronto em casa. Gosto de descansar por dez ou quinze minutos depois do almoço. Ligo a TV, procuro algo interessante (e quase nunca acho) e deito-me por um tempo.

15:00 Depois do almoço, volto para a fábrica e me divido entre reuniões até cerca das 20h.  A inspiração para o meu trabalho vem das minhas viagens. Faço de quatro a cinco por ano. Sinto que os vídeos que vejo no avião também são grandes fontes, já que é um momento em que estou mais sensível e sem celular. As duas últimas coleções, a Máfia, do inverno 2016, e Nossa Moda de Viola, do verão 2017, apresentada com 13 duplas sertanejas, no teatro Tom Brasil, em São Paulo, nasceram de ideias que tive ao assistir a longas em voos.

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20:00 Vou para meu restaurante, o Jamile, no Bixiga. Às terças e quartas, quando tem menos movimento, volto para casa mais cedo. Já às sextas-feiras e nos finais de semana, fico lá até meia-noite. Quando não vou para lá, gosto de frequentar restaurantes mais tradicionais, como o grego Acrópoles, o espanhol Los Molinos (que tem a melhor paella de São Paulo) e o Arábia. Aos finais de semana, quando não vou à praia praticar stand up paddle, costumo ir ao Sushi Lika, na Liberdade, com minha filha, Maria Luiza Hiar, de 14 anos. Duas vezes por mês, em média, vou a eventos de moda para prestigiar amigos. Já fui mais arroz de festa, mas hoje prefiro ficar em casa e vou a poucos lugares.

00:00 Chego em casa e fico algumas horas respondendo e-mails, analisando o perfil de vendas do atacado e do varejo, conferindo as vendas de cada loja, qual produto está vendendo mais etc. Sou viciado em séries e filmes antigos e alternativos, assisto aos sábados de  madrugada. Meus seriados preferidos são Narcos, Breaking Bad e Game of Thrones.

01:30 Vou dormir por volta desse horário, que é quando minha esposa fala “chega, vamos dormir!”