Foto: Karel Losenicky, com edição de moda de Cori Amenta, edição executiva de Filipa Bleck, maquiagem de Giuseppe Giarratana, cabelo de Barbara Bertuzzi, manicure de Giulia Zacconi e tratamento de imagem Petra Vokjan

“Bora pra uma praia de nudismo aqui no litoral norte?”, propus. Nessa saga de ficar trancafiada em casa durante mais de um ano, a ideia de mergulhar no mar completamente livre e solta, após minha segunda dose da vacina, me faria nascer de novo.

Fiz essa proposta ao meu namorado neste fim de semana e ele arregalou o olhão, que já é grande.

— Eu não…. Vai ter um monte de homem pelado lá, disparou, já indo à cozinha.

Ri muito.

— É… Vai ter um monte de homem pelado, mulher pelada, crianças…; respondi.

Eu já fui. Ele, nunca. Talvez por isso, não consigo erotizar um lugar com um povo pelado sob o sol e acho curioso como alguns caras se privam dessa experiência tão libertadora só para não se comparar com o falo alheio.

— Vai que você vê o Kid Bengala, disparou.

— Gente, não vou nem repetir o ditado… O GG pode até virar uma experiência dolorida. Não adianta ter aquele falo lindo, imenso, de filme pornô se o cidadão não tem a menor noção do que fazer com ele… Aliás, lembra do documentário sobre Rocco Siffredi? Aquelas atrizes que contracenavam com ele pareciam sentir tudo, menos prazer – conclui.

Aí, a gente engatou um papo sobre como o pornô pauta nossas vidas sexuais e repetimos algumas conclusões que a gente até já havia conversado nos cursos de tantra:

  • Sexo selvagem não é bom o tempo todo;
  • Manter-se depilada o tempo todo dá uma certa aflição (afinal, mulheres naturalmente têm pelos, olhar-se lisinha às vezes dá uma sensação dúbia e inapropriada de infância);
  • Para, no final, encerrar com a máxima de sempre, mulher gosta de tudo, desde que seja o momento apropriado e se sinta “in the mood for love”.

Falamos sobre o protagonismo do clitóris e como algumas posições que parecem básicas são “sucesso garantido”.

Coincidentemente, soube de uma pesquisa recente da Escola de Medicina da Universidade de Indiana que mapeou o que faz o sexo ser tão gratificante para as mulheres.

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Para descobrir como a penetração vaginal pode ficar mais gostosa para nós, mulheres, um grupo de pesquisadoras ouviu 3.017 cidadãs dos Estados Unidos, entre 18 e 93 anos. Elas responderam à pergunta: “Qual descoberta você fez que realmente tornou a penetração vaginal mais prazerosa para você?”. Os dados foram coletados por meio do painel online Ipsos Knowledge Panel, o maior e mais antigo dos EUA.

Constataram que há quatro posições chave que podem levar a penetração vaginal ao próximo nível.

“Quando algo nem mesmo tem um nome, torna-se literalmente indizível”, disse Christiana von Hippel, cientista que conduziu o estudo (esse estudo ter sido conduzido por uma mulher me passou credibilidade). “Até agora, não havia palavras para as maneiras específicas pelas quais as mulheres melhoram seu prazer. Ao dar nomes a essas técnicas predominantes e mostrar como elas podem ser eficazes, esperamos que as mulheres tenham autonomia para explorar o que gostam e defender o que desejam , dentro e fora do quarto”, completou.

Vamos às posições certeiras?

Para frente e para trás

A preferida, com 87,5%, é o movimento quase tradicional, de ir frente e trás (ou angling”, uma tradução livre). Nela, as mulheres giram, elevam ou abaixam a pélvis ou o quadril durante a penetração, para ajustar a região da vagina onde será encaixado o pênis ou algum brinquedo sexual – quase como numa tentativa de “pescar” o ângulo mais prazeroso. Veja bem, não é aquele movimento frenético dos filmes pornográficos, mas algo sutil.

Shallowing

O segundo lugar ficou com a shallowing” (algo como “no rasinho”), com 83,8% das respostas. Na verdade, significa “brincadeiras”, na vulva, clitóris e uma penetração “mais no rasinho”.

Balanço

A “medalha de bronze”, com 76,4% dos votos, ficou com o “balanço” (“rocking”, em inglês) consiste em “balançar” a base de um pênis ou objeto sexual de um jeito que ele seja esfregado contra o clitóris constantemente durante a penetração – e dentro da vagina, ao invés de deixá-lo oscilando para dentro e para fora. No tantra, eu o comparei ao delicioso “giro tântrico”. 🙂

Emparelhamento

Preferido por 69,7% das participantes, vem o “pairing” (ou “emparelhamento”). Nessa posição, enquanto a vagina está sendo penetrada, a própria mulher – ou o seu parceiro – se curva para estimular o clitóris com um dedo ou brinquedo sexual.

@anacarolcsoares é jornalista desde 1994, ganhou prêmios e passou por grandes veículos de comunicação, trabalhando como repórter, editora, colunista e PR. É muito feliz também em cursos de tantra, fez mais de dez e até tirou certificado de terapeuta tântrica com Gilson Nakamura em janeiro de 2019, no método Deva Nishok. Dona de cachos assumidos e ama escrever sobre sexo, como a musa Carrie Bradshaw.