Foto: Reprodução/Instagram/@covidartmuseum

Por Ana Carolina Soares

Pesquisa inédita mostra como anda a libido durante o confinamento e educadora dá ótimas dicas para esquentar a relação (com x parceirx ou com você mesmx 😉

Será que o confinamento por conta da Covid-19 acabou aproximando os casais? Enfim, uma boa notícia no meio de toda a tragédia dessa pandemia: a resposta é Sim! Entre 21 e 28 de abril, um grupo de 36 educadores sexuais disparou uma pesquisa em suas redes sociais, chamada “Sexualidade na Quarentena”. O grupo elabora um site dedicado ao trabalho.

Perguntaram sobre isolamento social, sexo, comportamento, masturbação, violência doméstica e autoestima. A turma recebeu a adesão de aproximadamente 5.000 pessoas, entre homens e mulheres de todo o País, todos acima de 18 anos. Esse estudo é apresentado aqui em primeira mão.

Bem, vamos aos números de destaque, nesse caso, aos ótimos resultados:

87% dizem que o sexo tem ajudado a proporcionar felicidade na quarentena;

84% mantiveram o tesão na quarentena;

77% têm parceirx sexual fixo;

65% vivem com x parceirx sexual;

68% estão felizes com o relacionamento.

63% estão fazendo sexo virtual

 

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“O questionário foi respondido por nossos seguidores, ou seja, pessoas que buscam informações sobre sexo. Mas acreditamos que o resultado reflita o comportamento dos brasileiros. Afinal, quem tem vergonha monta até perfil falso, mas faz questão de se manter antenadx no assunto”, conta a educadora sexual Neusa Pandolfo, uma das líderes do projeto. Publicitária, ela migrou para a área de estudos da sexualidade em 2007, fez uma pós-graduação no Centro Universitário Salesiano (Unisal), lançou obras e se tornou uma das principais palestrantes sobre o tema.

De acordo com Neusa, a ideia da pesquisa era verificar os impactos da quarentena na qualidade de vida das pessoas. “O distanciamento foi bom no sentido de revelar a verdade. A convivência diária e praticamente constante levou os casais a uma autoanálise”, conta Neusa. A consequência disso: os apaixonados se conectaram ainda mais. E quem estava com problemas, precisou lidar de frente com as questões. “A mais grave, com certeza é a violência sexual. Apesar de 60% dos participantes saber onde buscar ajuda, apenas 10% conseguiram denunciar.”

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Fora esses graves casos de polícia, os desencontros podem ser contornados com diálogo, compreensão e brincadeirinhas apimentadas. “Basta uma fagulha para reacender a chama de um casal”, acredita Neusa. Uma boa dica para essa quarentena é um joguinho baseado na literatura erótica. Cada um escolhe uma obra e sublinha as fantasias que gostaria de experimentar com x parceirx. Depois, os dois trocam os livros e, claro, os desejos eróticos. Você certamente vai descobrir que não precisa de uma produção hollywoodiana para transformar sonhos em realidade 😉

Mas você passa por esse período sem uma companhia? Sem problemas, ué! Aposte num “self date”: um belo banho quente com um sabonete bem cheiroso, observe cada canto do corpo… Tem pontos erógenos que pouquíssima gente explora, como entre os dedos, atrás dos cotovelos e dos joelhos, por exemplo. Também vale a pena dedicar bons minutos para se olhar no espelho.

De acordo com a pesquisa, 36% descobriram algum novo talento na quarentena. Que tal também aproveitar esse tempo de introspecção para explorar novas sensações? 😉

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Pense a respeito e, enquanto isso, espie a pesquisa completa abaixo.

Divirtam-se e se cuidem!

Isolamento social

82% passam a quarentena em família;

49% têm criança em casa;

86% estão respeitando o isolamento social;

43% estão trabalhando em home office;

35% precisam sair de casa para trabalhar;

29% estão sem trabalho por causa da Covid-19;

28% perderam o emprego durante a pandemia;

63% conseguem manter o equilíbrio emocional durante o isolamento.

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Sexo

84% mantiveram tesão na quarentena;

70% têm transado durante a quarentena;

72% têm privacidade para fazer sexo na quarentena;

69% tomam a iniciativa;

33% precisam do estímulo de outra pessoa;

15% têm feito sexo por “obrigação” dx parceirx;

39% sentiram a libido baixar na quarentena;

18% tomam remédio para “levantar” a libido;

26% compraram algum produto erótico durante a quarentena;

32% usam preservativo;

43% estão cansados da rotina sexual;

36% têm vergonha de falar de sexo com parceiros;

52% têm acessado conteúdos eróticos;

50% sentem que as tarefas domésticas atrapalham o tesão.

Comportamento

87% dizem que o sexo tem ajudado a proporcionar felicidade na quarentena;

77% têm parceirx sexual fixo;

65% vivem com x parceirx sexual;

68% estão felizes com o relacionamento;

17% recebem visitas em casa do parceirx para transar;

14% dão uma “escapadinha” da quarentena e sai de casa para encontrar x parceirx sexual;

70% estão transando mais durante o isolamento;

40% acreditam que a quarentena mexeu com o relacionamento;

31% acreditam que a quarentena atrapalha a vida sexual.

 

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Masturbação

86% sente vontade de se masturbar todos os dias;

57% está cansadx de se masturbar;

82% se masturbam por prazer, não apenas para aliviar o estresse;

49% sente-se à vontade para se masturbar;

65% conhecem os benefícios da masturbação;

71% têm facilidade para fantasiar;

72% usam algum objeto para se masturbar;

63% estão fazendo sexo virtual.

Violência doméstica

2% sofreram violência sexual;

3% sofreram violência física;

9% sofreram violência patrimonial; 

12% sofreram violência moral;

16% sofreram violência psicológica;

50% dos que sofreram violência acreditam que a agressão foi provocada por algum distúrbio psicológico;

35% dos que sofreram violência acreditam que a agressão foi provocada pelo consumo de álcool e drogas excessivo;

60% sabe onde buscar ajuda;

10% dos que sofreram algum tipo de violência denunciou a agressão.

Autoestima

80% se amam;

75% se tratam com amor e carinho;

53% ficam felizes ao se ver no espelho;

42% estão fazendo exercícios para cuidar do corpo;

39% seguem uma alimentação saudável;

49% estão cuidando da saúde emocional;

74% aceitam os momentos de tristeza;

36% descobriram algum novo talento na quarentena.

Ana Carolina Soares

@anacarolcsoares Jornalista desde 1994, ganhou prêmios e passou por grandes veículos de comunicação, trabalhando como repórter, editora, colunista e PR. É muito feliz também em cursos de tantra, fez mais de dez e até tirou certificado de terapeuta tântrica com Gilson Nakamura em janeiro de 2019, no método Deva Nishok. Dona de cachos assumidos e ama escrever sobre sexo, como a musa Carrie Bradshaw 🙂