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Ana Carolina Soares – Saudades de beijar…

Foto: By KStudio, com cabelo de Ward e maquiagem de Erin Parsons

Por Ana Carolina Soares

Estar solteiro nos últimos dois anos deve ser algo bem desafiador. Tenho ouvido cada história de amigas, do aumento de “gente bugada” nos aplicativos, conversas estranhas, pessoal que já levanta bandeira política após um primeiro “oi”. E, quando encontram alguém bacana, há um verdadeiro pânico do contato. Testes de Covid-19 se tornaram um pré-requisito antes de arriscar um date. “Dar um beijo hoje em dia ganhou a dimensão de transar sem camisinha de tão arriscado”, descreve uma pessoa próxima. Sim, triste… Mas, infelizmente, acho que ela está certa. As “pegações” nas baladas de Carnaval e fim de ano ajudaram a lotar os hospitais, infelizmente.

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Nesta terça-feira (13.04), comemora-se o Dia do Beijo. Com esse tema, a equipe do Inner Circle, aplicativo de paquera, fez uma pesquisa bem interessante que mostra essa nova forma de paquerar. De acordo com o estudo, realizado com mais de 3.600 usuários no Brasil, 73,7% dos entrevistados afirmam ter algum tipo de receio de contágio no momento da abordagem. Que bom: 76,2% acham fundamental o uso de máscara no primeiro encontro.

Desse número, 86,5% dos usuários disseram que já beijaram alguém após o início da pandemia. Mas afirmam que têm esperado mais tempo antes de topar um encontro: 63,6% dos entrevistados responderam que trocaram mais mensagens de texto e ligações com o match do que estavam acostumados a trocar antes da Covid-19, antes de se encontrarem com a pessoa pela primeira vez.

Antes da pandemia, mais da metade (51,1%) beijaria no primeiro encontro. Agora, 35,5% dos entrevistados dizem que não sabem a quantos encontros iriam antes de beijar. Outra informação que surpreende é que 40,2% afirmam que se sentiriam extremamente desconfortáveis ou um pouco desconfortáveis em andar por aí de mãos dadas. Quando se trata de beijar, a sensação é a mesma: 42% se sentiriam um pouco desconfortáveis ou extremamente desconfortáveis em beijar agora.

Diante dessa situação, em que o medo de se contaminar é constante, 89,7% dos usuários sentem saudades de beijar. Poder conhecer gente nova é outra coisa da qual se sente muita falta (60,3%), assim como ter companhia (35,3%), ter intimidade (32,6%) e compartilhar pensamentos e sentimentos (11,4%).

Na ausência de beijos reais, a troca de emojis de beijo aumentou 1.100% na comparação entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021. As conexões online se fortaleceram, como se pode ver no incrível aumento de 988% nos convites para “vídeo-encontro”. De acordo com a pesquisa, 58,8% das pessoas consideram um bom primeiro beijo fundamental para um match bem-sucedido, e o desejo de beijar é despertado pela compatibilidade (65,4%), inteligência (40,2%) e bom senso de humor (37,7%).

“Todos esses números mostram que beijar é algo importante e as pessoas sentem falta de sair para um encontro, mas a maioria delas está mais cautelosa pelo medo de se contaminar com o coronavírus. Já estamos percebendo como os comportamentos nos encontros estão mudando devido à pandemia”, diz afirma David Vermeulen, fundador e CEO do Inner Circle.

Em compensação, o beijo, antes algo quase banalizado, tornou-se um gesto mais especial. “Em nossa pesquisa, 38% dos entrevistados disseram que um beijo significa muito mais do que antes da pandemia e 56% disseram que um abraço significa muito mais do que antes da pandemia. Isso mostra que os brasileiros estão valorizando mais do que nunca os encontros presenciais e a intimidade nos relacionamentos”, conclui Vermeulen.

@anacarolcsoares Jornalista desde 1994, ganhou prêmios e passou por grandes veículos de comunicação, trabalhando como repórter, editora, colunista e PR. É muito feliz também em cursos de tantra, fez mais de dez e até tirou certificado de terapeuta tântrica com Gilson Nakamura em janeiro de 2019, no método Deva Nishok. Dona de cachos assumidos e ama escrever sobre sexo, como a musa Carrie Bradshaw.

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redação bazaar