Os competidores da etapa carioca do evento - Foto: divulgação
Os competidores da etapa carioca do evento – Foto: divulgação

Por Laura Zúñiga

Em uma tarde quente de primavera carioca, a suntuosa Casa Julieta de Serpa e seu Paris Bar receberam a final carioca da competição Grey Goose Vive La Révolution. É a sexta vez que a marca de vodca super premium promove a competição nacional, que percorre várias capitais nacionais em busca do melhor mixologista do País.

Com o tema Fly Beyond, os finalistas tinham de impressionar o júri criando o melhor e mais criativo coquetel usando novas técnicas e ingredientes a partir de pesquisas e experimentações. O júri era composto por feras da mixologia: Tony Harion, embaixador da Grey Goose no Brasil; Alex Mesquita, mixologista à frente do Paris Bar (RJ); Marco de La Roche, da Casa Café e do Mentes Brilhantes (SP); e Jéssica Sanchez (ex-Meza Bar, RJ), vencedora do Vive La Révolution de 2013.

Leo Peralta, do Old Skool Open Bar, que criou um Jardin d’Eté, foi o vencedor no Rio - Foto: divulgação
Leo Peralta, do Old Skool Open Bar, que criou um Jardin d’Eté, foi o vencedor no Rio – Foto: divulgação

Os 20 finalistas prepararam drinks deliciosos e elaborados. O vencedor da etapa carioca foi Leo Peralta, do Old Skool Open Bar, que criou um Jardin d’Eté, perfeito para a primavera carioca. O coquetel veio até acompanhado de uma cesta de frutas! Em 2o lugar ficou Renato Tavares, do Caesar Park, que homenageou Nelson Mandela com seu coquetel Madiba Lives – fazendo uma crítica criativa ao apartheid africano.

Ambos viajam para São Paulo, para a final do campeonato, que acontece dia 3 de novembro de 2014. Antes de chegar ao Rio, as eliminatórias locais já passaram por Curitiba, Belo Horizonte e Recife, e segue para a última, em São Paulo. Como não podia ficar de fora, a Bazaar foi conferir as apresentações e conversou com Tony Harion:

Harper’s Bazaar: Quais as mudanças que você percebe entre o Vive La Révolution 2013 e 2014?
Tony Harison: Cada uma das cidades visitadas evoluiu em um sentido diferente. O Sul já tinha um procedimento de coquetelaria muito forte, tinham um jeito muito polido de apresentar e preparar os coquetéis. De lá pra cá, os novos mixologistas se juntaram, se ajudaram e incentivaram uns aos outros, então todos subiram de nível juntos. Em Belo Horizonte, a qualidade dos drinks e a apresentação, a mecânica de preparar o coquetel melhorou muito. Já aqui no Rio, a sofisticação das bebidas aumentou muito. Houve um investimento muito maior na combinação de sabores, nos ingredientes, no estilo e até na polidez do pessoal do bar. Eles falam melhor e se vestem melhor. O paladar do brasileiro se apurou, e os coquetéis deixaram de ser doces. Aqui, todos os coquetéis estavam muito bem equilibrados. Hoje, há um equilíbrio muito bom entre doce e ácido, deixando aparecer amargores gostosos. Estavam de alto nível.

HB: Há quanto tempo você acha que ocorreu essa abertura em relação à coquetelaria, no sentindo de haver um maior cuidado e receptividade a novos ingredientes?
TH: Isso explodiu mesmo de três anos para cá, principalmente. Antes tínhamos poucas pessoas fazendo um excelente trabalho, que não circulava por falta de conhecimento do mercado. Com uma maior divulgação das casas, dos bares de coquetéis, a curiosidade sobre o assunto cresceu. Coquetéis são muito mais que caipirinhas – você pode fazer um prato para beber. Os jornalistas e os blogueiros perceberam esse movimento, o que abre caminho para os leitores e então para os donos das casas. Por outro lado, o profissional se torna mais conhecido e passa a querer se especializar mais. É um movimento contínuo, mas ainda temos um longo caminho pela frente. Muitos nomes estão surgindo.

Renato Tavares, do Caesar Park, que homenageou Nelson Mandela com seu coquetel Madiba Lives, foi o segundo colocado - Foto: divulgação
Renato Tavares, do Caesar Park, que homenageou Nelson Mandela com seu coquetel Madiba Lives, foi o segundo colocado – Foto: divulgação

HB: E você vê esta mudança relacionada a um novo paladar do brasileiro?
TH: Sim, com certeza. O brasileiro está aprendendo a beber menos e melhor, o que é muito mais sadio. É uma nova cultura, parte de um processo. O brasileiro começou a viajar mais, então passou a comer melhor e também a valorizar mais a própria gastronomia. E os pratos precisavam de bebida para acompanhar, então houve uma valorização dos vinhos. Mas como moramos em um país muito quente, nós nos voltamos para as cervejas especiais, que também ganharam uma força maior, muito rápido. Os que não bebem cerveja tiveram a oportunidade de beber algo diferente. Até a coquetelaria sem álcool está bem avançada agora.

HB: E qual o diferencial do Grey Goose Vive La Révolution?
TH: Hoje, o Grey Goose Vive La Révolution é o maior campeonato de coquetelaria aberto em número de participantes no Brasil. Durante a fase de treinamentos, mais de 350 mixologistas participaram do encontro com o embaixador da marca no Brasil (ano passado foram cerca de 200). Nós abrimos e damos treinamento aos competidores para eles poderem competir.

Final
O vencedor da Grey Goose Vive La Révolution receberá um prêmio de R$ 6 mil, além de uma viagem à França para o programa Le Voyage da marca, onde conhecerá o Le Logis Grey Goose, a casa da vodca super premium na região de Cognac e seu ateliê de blend. O roteiro da viagem inclui atividades como conhecer a história da marca do campo até a garrafa, contada pelo Maître de Chai François Thibault; aprender sobre a produção de Cognac e visita aos vinhedos nos arredores do Logis.