A partir da esquerda, Este, Danielle e Alana Haim formam a banda de meninas do momento, Haim - Foto:reprodução/Harper's Bazaar
A partir da esquerda, Este, Danielle e Alana Haim formam a banda de meninas do momento, Haim – Foto:reprodução/Harper’s Bazaar

Por Luísa Graça

Não é simples ser unanimidade em se tratando de música pop, mas, se há uma banda que está conquistando fãs de todos os tipos, é a californiana Haim. Antes mesmo de lançarem o primeiro álbum, as irmãs Este, Danielle e Alana Haim, 27, 24 e 21 anos, respectivamente, já tocaram para grandes plateias e chamaram atenção de nomes ilustres, como os de Katy Perry e Alex Turner, frontman do Arctic Monkeys. Parte de uma nova safra da música pop – despretensiosa, divertida e de qualidade –, elas tocam desde muito novas. “Para nós, pop nunca foi uma palavra feia. Adoramos ouvir o Top 40 das rádios de L.A.; nós queremos fazer as melhores músicas que podemos e nos conectar com o público sem a presunção de reinventar um gênero ou de ser brilhantes”, conta Este, formada em Música Brasileira pela UCLA, à Bazaar.

É fácil perceber por que as meninas foram eleitas The Sound of 2013 pela BBC – posto já ocupado, em edições anteriores, por Adele e Florence and the Machine. Há algo de muito atrativo nas batidas, na voz peculiar de Danielle e nas harmonias à la Fleetwood Mac que elas fazem – tudo envolto por um espírito de lady power. “Sempre ouvimos muito R&B, grupos femininos e cantoras dos anos 1990. Existe uma afinidade específica entre garotas. Há um sentimento de girl power quando toco com minhas irmãs. (risos)”, nos fala a Haim mais velha. Antes de se juntarem, as americanas de cabelos longos tocavam em Los Angeles em um grupo com os pais, e Danielle chegou a viajar em tour como parte das bandas de Julian Casablancas e Jenny Lewis, até que as três se deram conta de que queriam fazer música juntas.

O primeiro álbum, ainda sem título e com previsão de lançamento para setembro, promete ter todos os elementos já apresentados no EP de sucesso do Haim, Forever. E, depois de um período imersas em estúdio, agora elas querem cair na estrada. “Não há nada como tocar ao vivo. Esse é nosso ponto forte”, conta Alana. Mas é em turnê que desponta a maior tensão entre as irmãs. Este confessa, rindo: “Não levamos tantas roupas e acabamos pegando coisas umas da outras e brigando para ver quem vai usar tal peça”.

Integrantes do lineup do festival Glastonbury e do evento Chime For Change, nos quais tocaram para plateias giga neste ano, as irmãs Haim dizem que adorariam vir ao Brasil. “Sonhamos em conhecer o país e adoraríamos tocar aí! Acho que não deve demorar muito”, encerra Este, depois de cantar Magalenha, de Sérgio Mendes, em ótimo português.